Governo do Distrito Federal
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12/06/18 às 9h50 - Atualizado em 12/06/18 às 20h10

Saúde alerta para cuidados com fogos de artifícios durante as festas juninas

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Um dos cuidados é usar os fogos de artifício longe de aglomerações – Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

 

Com a chegada das festas juninas, que hoje se estendem até o mês de julho, fazer fogueiras e soltar fogos de artifício são atitudes comuns durante as comemorações. Mas, caso não sejam tomados os devidos cuidados, as práticas podem se tornar perigosas, com possibilidade de causar graves queimaduras e até perda de dedos das mãos.

 

Nesse cenário, a Secretaria de Saúde alerta sobre as providências que a população precisa tomar durante os festejos, para prevenir acidentes devido ao uso inadequado dos fogos.

 

Segundo o chefe da Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Mário Frattini, o ideal é não usar fogos de artifícios, deixando que profissionais em pirotecnia o façam.

 

“Mas, se usar, é preciso ficar atento às recomendações do produto. Ver a faixa etária de uso, como manipular, quais as especificações e as normas de segurança sobre como se deve usar, além de ter o cuidado de utilizá-los em locais sempre afastado de aglomerações”, explica Frattini.

 

O médico também destaca outras medidas: ficar atento se o produto tem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); se o artefato será usado em uma área aberta e sem pessoas próximas; nunca improvisar ou acender os fogos nas mãos; mantê-los longe de crianças; e não usar os produtos se tiver ingerido bebidas alcoólicas.

 

“Nunca se deve usar fogos de artifício se estiver alcoolizado, porque se perde o senso de perigo e o poder de raciocínio logico e, nesse cenário, a pessoa acaba fazendo o que não deve”, ressalta.

 

O médico diz que as principais vítimas são crianças e adolescentes que, geralmente, estão próximas a quem está soltando os fogos de artifício. As lesões atingem especialmente mãos e face.

 

RECOMENDAÇÕES – De acordo com Frattini, os fogos podem causar desde queimaduras leves até a perda de dedos, como o polegar, a depender da potência do rojão e do seu uso inadequado.

 

“Nesses casos, o importante é apagar a chama abafando, rolando no chão, e usar água corrente para resfriar. Depois, é importante proteger com um pano limpo. Se houver sangramento, fazer a compressão local e ir para um centro médico para ser avaliado. Nesses casos, é bom não improvisar ou passar pomadas, pois pode dificultar a avaliação médica”, aconselha Frattini.

 

REFERÊNCIA – O Hran é referência no Distrito Federal para o tratamento de queimados. A unidade tem, em média, 22 internações por mês nesse setor.

 

“No entanto, de junho a setembro, o número de internações aumenta para cerca de 35 por mês. Por ser uma época seca, com mais frio e pessoas se aglomerando, há mais fogueiras, churrasqueiras e fogos de artifício, por isso, mais acidentes”, informa.

 

No total, o Hran atende, em média, 300 vítimas de queimadura no pronto-socorro todos os meses. Entre junho e setembro, o número aumenta para cerca de 450.

 

CASOS – Conforme os dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), entre 2008 e 2017 foram contabilizadas 5.063 pessoas internadas em todo o país para tratamento por acidentes com fogos de artifício.

 

No Distrito Federal, foram 78 internações nesse período devido a queimaduras por fogos de artifício.

 

Na série analisada, o ano de 2014 foi o que registrou o maior número de acidentes no país, inclusive no DF, que totalizou 14 internações. Naquele ano, o Brasil foi palco da Copa do Mundo, o que pode ter motivado o aumento do total de casos.

 

TEXTO: Leandro Cipriano, da Agência Saúde