Governo do Distrito Federal
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5/06/14 às 15h32 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Saúde concientiza para doação de órgãos

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DF está acima da média nacional

 

 

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) divulgou o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) do primeiro trimestre deste ano. Os números revelam queda do número de doadores efetivos de 33 por milhão de população (pmp), para 21,8. O Distrito Federal está acima da média nacional (12,8), mas a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos do Distrito Federal (CNCDO/DF) da Secretaria de Saúde (SES) alerta para a conscientização da doação de órgãos.

 

De acordo com o RBT, Brasília sinalizou, nesse primeiro trimestre, 73 potenciais doadores, mas somente 14 se tornaram efetivos. As causas de não concretização da doação de órgãos foram às contra indicações médicas (37), paradas cardíacas (8) e recusas (14).

 

 

Para facilitar esse trabalho e evitar a recusa, o Distrito Federal conta com a CNCDO que trabalha de forma integrada com as Organizações de Procura de Órgãos (OPAs), responsável por organizar as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIDOTT) localizadas dentro dos hospitais. “As comissões realizam um trabalho educativo e de apoio às famílias para identificar possíveis doadores”, afirmou a técnica da CNCDO/DF, Ana Silva.

 

Para ser um doador não é preciso deixar documentada essa vontade, basta informar à família que tem esse desejo. “Quando a pessoa não fala em vida sobre a vontade de ser doador, a família fica em dúvida e acaba não aceitando”, informou a coordenadora da CNCDO/DF, Daniela Salomão.

 

O provável doador precisa receber diagnóstico de morte encefálica de pelo menos dois médicos diferentes. Se os exames confirmarem que o encéfalo não funciona mais, a família é acionada para autorizar a doação. Nos casos afirmativos, poderão ser retirados órgãos como rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos como córneas, pele e ossos. O procedimento segue toda a rotina das grandes cirurgias.

 

Também há possibilidade de doação em vida. “O rim e medula óssea poderão ser doados em vida. O transplante de parte do fígado ou pulmão para um familiar, também poderá acontecer, mas quando não for de um parente será necessária autorização judicial”, explicou Daniela.

Após a retirada, os órgãos suportam bem pouco tempo sem circulação sanguínea. No máximo de quatro a seis horas, para pulmão e coração; 12 a 24 horas, para fígado; 12 horas a 24 horas, para pâncreas; 24 horas a 48 horas, para rim; e até sete dias para córneas.

Transplantes

 

Brasília ficou em primeiro lugar no ranking nacional de transplante de córnea e coração no primeiro trimestre: 177,4 (pmp) e 7,8 (pmp), respectivamente. Também foram realizados 30 transplantes de rim, 12 de fígado, cinco de coração e 114 de tecidos.

Em 2013, foram realizados 575 transplantes, sendo 115 de rim, 53 de fígado, 30 de coração, dois de pulmão, 359 de córnea e 16 de medula.

Os transplantes são realizados no Hospital de Base (HBDF) e pelo Sistema Único de Saúde no Hospital Universitário (HUB) e Instituto de Cardiologia (ICDF).

Saiba como doar

Nos casos do doador de morte encefálica, a família poderá manifestar o interesse em doar os órgãos ao próprio médico, à administração do hospital ou à Central Nacional de Transplantes, por meio do telefone 0800 6646 445.

Em vida, a pessoa poderá procurar a Fundação Hemocentro de Brasília para realizar a doação de sangue e medula óssea. O endereço é Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 3, conjunto A, bloco 3 (Asa Norte) ou o telefone 160, opção 2.

Luana Lemes, da Agência Saúde DF