Governo do Distrito Federal
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9/10/13 às 14h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

Mosquito da dengue pode escolher local inusitado para procriar

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Locais que acumulam água servem de criadouros   

Há diversos locais propícios para a reprodução do transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Os exemplos mais comuns são caixas d´água, pneus, garrafas, pratos e vasos de plantas. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) alerta a comunidade sobre a importância de estar atenta a outros criadouros de larvas do mosquito. 

Tampinhas de garrafa, ocos de árvore, vasos sanitários em desuso, cacos de vidro fixados sobre os muros, embalagem de salgadinhos, cascas de ovo, fosso de elevadores, frestas de janela, brinquedos esquecidos no quintal, bandeja coletora de água em aparelhos de ar-condicionado, reservatório de água atrás da geladeira. Esses são locais inusitados que podem acumular água suficiente para a reprodução do Aedes aegypti.

“A dificuldade do controle está na alta mobilidade do mosquito. Por isso, é importante eliminar o foco ainda na sua fase in natura, ou seja, nos ovos, e nas formas aquáticas que são a lava e a pupa, evitando, assim, o acúmulo de água parada por mais de cinco dias, que é o tempo para ele voar”, explica a diretora de Vigilância Ambiental, Kênia Cristina de Oliveira.

A diretora recomenda lavar os recipientes esquecidos no quintal com bucha e guardá-los ou acondicioná-los adequadamente para a coleta de lixo. 

O gerente da Vigilância Ambiental e Controle  de Vetores e Animais, Júlio César Trindade, afirma que são realizadas campanhas educativas em visitas domiciliares pelo Núcleo de Educação da Vigilância Ambiental e agentes de saúde, a fim de conscientizar a comunidade sobre esses criadouros. 

“A comunidade pode ajudar ao vistoriar e eliminar esses tipos de depósitos, retirando mecanicamente toda a água parada. São cuidados a serem adotados pela população nas residências e em locais de trabalho para evitar a criação de larvas de Aedes aegypti”, informa Júlio.

Patrícia Kavamoto