Governo do Distrito Federal
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4/04/14 às 14h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde coleta sangue de Cordão Umbilical de mais de 180 mulheres

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O Banco é único da região Centro-Oeste

O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), é o primeiro e único banco público da região Centro-Oeste. A coleta de sangue de cordão umbilical do BSCUP teve início em abril de 2011, na maternidade do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Atualmente, enfermeiros do BSCUP realizam esse procedimento no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). O ano passado contabilizou 184 coletas e 78 já foram registradas de janeiro a março desse ano.

O sangue de cordão umbilical e placentário corresponde ao sangue do bebê, que permanece na placenta – normalmente descartada após o parto. Esse sangue é rico em células-tronco hematopoéticas (células precursoras dos glóbulos sanguíneos), que dão origem às células do sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). “Após o nascimento, a placenta é entregue ao enfermeiro ou a outro profissional de saúde. Depois da assepsia do cordão umbilical, punciona-se a veia umbilical com agulha acoplada à bolsa destinada a receber o sangue. O sangue flui por gravidade para o interior dessa bolsa, o qual é encaminhado ao BSCUP, onde será analisado, processado e armazenado”, explica a médica do FHB, Margarida Maria Carneiro.

A coleta visa obter, do sangue de cordão umbilical, as células-tronco hematopoéticas, a fim de armazená-las e disponibilizá-las aos pacientes que necessitam de transplante e não têm doador de medula óssea compatível na família. O sangue de cordão contém as células-tronco hematopoéticas que são utilizadas no tratamento de doenças hematológicas malignas (leucemias, linfomas, entre outras), hematológicas não-malignas (anemias aplásticas, talassemias, entre outras), doenças metabólicas, doenças imunológicas e auto-imunes, por meio do transplante.

Há diversos requisitos para ser uma doadora de sangue do cordão umbilical. Em geral, a gestante a partir de 18 anos de idade, saudáveis, idade gestacional a partir de 35 semanas, ter realizado pelo menos duas consultas pré-natais documentadas e sem histórico de doenças congênitas na família. Além disso, não deve apresentar doenças ou situações de risco que possam predispor a agentes infecciosos, os quais podem ser transmitidos pelo sangue (sífilis, doença de chagas, hepatite, HIV), ausência de febre ou processos infecciosos no momento do parto, gestante que teve rompimento da bolsa há menos de 18 horas do parto, feto sem anormalidades e ausência de sofrimento fetal grave.

“A doação de sangue de cordão umbilical e placentário é voluntária, altruísta e realizada para uso público. O sangue do cordão umbilical pode ser uma ótima alternativa aos pacientes que precisam de um transplante de células-tronco hematopoéticas e não encontram um doador”, enfatiza a médica.

O Banco
O BSCUP da Fundação Hemocentro de Brasília integra a rede Brasileira de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário Público (BrasilCord) para fins de uso em transplante alogênico (transplante de células obtidas de doadores que não são da família do paciente), juntamente com outros 12 bancos, localizados em todas as regiões do Brasil.

A criação da rede BrasilCord foi determinada a partir da Portaria nº 2.391/GM, de 29/09/2004, que tem como objetivo aumentar a chance de transplante, reduzir o tempo de espera do paciente na busca de doadores compatíveis e atender a diversidade genética da população brasileira. A Rede BrasilCord é coordenada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e todas as diretrizes para o funcionamento do serviço, bem como os critérios técnicos são determinados pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 56, de 16/12/2010.

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226