Governo do Distrito Federal
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17/05/17 às 14h14 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Saúde convocou 4,9 mil servidores para fazer exames periódicos

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Total foi alcançado no primeiro quadrimestre desse ano

BRASÍLIA (17/5/17) – A Secretaria de Saúde intensificou as convocações para realização dos exames periódicos em seu quadro de pessoal. Resultado de uma série de ações para fortalecer os 19 Núcleos de Medicina do Trabalho do órgão, os chamamentos atingem um total de 4,9 mil servidores apenas no primeiro quadrimestre de 2017. O número é considerado um avanço, já que nos três anos anteriores foram atendidos pela medicina do trabalho 2.016 servidores em 2016; 2.646 em 2015 e 2.509, em 2014.

O gerente de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Ricardo Teotônio, explicou que o fortalecimento do trabalho dos núcleos ganhou força em dezembro de 2016, quando foi criada a Gerência de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho.

Segundo ele, além de iniciar a recomposição do quatro de profissionais que atuam na medicina do trabalho, a Secretaria de Saúde começou a padronizar os serviços. Uma melhoria foi a elaboração de uma planilha que preenche automaticamente as prescrições médicas com idade, nome e exames que o servidor precisa realizar, de acordo com a idade e sexo. Antes, o serviço era feito manualmente.

Outra ação importante foi a criação do 19º Núcleo de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, na Administração Central, em novembro de 2016. A chefe, Janine Carvalho, lembra que, desde então, já foram realizadas apenas por esse núcleo 869 convocações de servidores das subsecretarias de Gestão de Pessoal, de Atenção Integral à Saúde, Administração Geral e Gabinete.

“Os exames são capazes de detectar desde obesidade, colesterol, diabetes, doenças do aparelho locomotor, sofrimento psíquico até câncer de colo de útero e mama. Uma pessoa que trabalha descompensada não executa bem suas tarefas, assim como tem prejuízos na vida familiar”, citou o gerente.

O setor conta com médica do trabalho, médica examinadora, psicólogos, nutricionista, enfermeira do trabalho e técnico do trabalho. “Eles são avaliados pela equipe, que solicita os exames de acordo com o perfil de cada um e faixa etária”, explicou, ao citar que na lista estão hemograma, exame parasitológico, Papanicolau, avaliação oftalmológica, audiometria e mamografia.

CASOS – Na iminência de um infarto, o técnico administrativo, Elson Vilasboas, 51 anos, só descobriu o diagnóstico após ser submetido à avaliação da medicina do trabalho. A necessidade de uma cirurgia foi confirmada após um exame no Hospital de Base e diante do resultado, o paciente teve de ficar internado e ser transferido para o Instituto de Cardiologia para a cirurgia de emergência.

“Eu não imaginava que possuía um quadro tão grave. Foi um susto para mim e para minha família. Também foi um impacto quando o médico me informou que eu já tinha sido vítima de um outro infarto, mas que foi silencioso. O único sintoma que tive foi cansaço”, relatou o servidor.

Pressão alta, alteração no fígado e cálculo renal também foram resultado da avaliação do servidor Anderson de Jesus Santos, que trabalha na Diretoria de Patrimônio. “Eu estava acima do peso e, em decorrência disso, outros problemas surgiram, mas eu não tinha conhecimento. Busquei o acompanhamento médico e também nutricional, que já resultou na perda de 12 quilos”, informou o profissional.

REDUÇÃO DE ABSENTEÍSMO – A subsecretária de Gestão de Pessoas, Jaqueline Ribeiro, avalia que a convocação de servidores tem contribuído não apenas para melhorar a saúde, mas também para diminuir o absenteísmo, que caiu de 13% para 6,94% desde o aumento do monitoramento e acolhimento dos servidores nos núcleos. Entre os maiores motivos da ausência do local de trabalho estão atestados médicos e as chamadas faltas injustificadas.

“O absenteísmo vem apresentando redução significativa desde agosto de 2016 e acreditamos que tal diminuição é resultado do contínuo trabalho de computação para desconto de faltas injustificadas, melhoria das condições de trabalho, ações que estão sendo realizadas pelos núcleos de segurança, higiene e medicina do trabalho, com realização de exames periódicos e acolhimento ao servidor”, explica Jaqueline Ribeiro.

Os atestados e licenças médicas e odontológicas foram responsáveis por 47,62% das ausências em janeiro e 54,09% em fevereiro. Já as faltas injustificadas somaram 40,82% em janeiro e 30,08% em fevereiro.

O monitoramento do absenteísmo é feito em parceria entre a Subsecretaria de Gestão de Pessoas da Secretaria de Saúde, a Corregedoria de Saúde e a Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão.