Governo do Distrito Federal
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7/07/16 às 21h25 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Saúde do servidor é tema de fórum promovido pela secretaria

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Preocupação dos gestores levou à idealização de sala de acolhimento, que deverá ser implementado na rede em breve

BRASÍLIA (7/7/16) – A Secretaria de Saúde promoveu, nesta quinta-feira (7), o 1º Fórum de Saúde Ocupacional do Trabalhador e da Trabalhadora da pasta. O objetivo do evento foi debater as principais questões relacionadas à saúde dos profissionais da rede, que somam cerca de 32 mil pessoas.

“Os servidores dessa área lidam diretamente com condições em que há ameaça de morte dos pacientes e lutam contra o tempo para salvar vidas. Em algumas profissões, como o Direito, pode-se recorrer das decisões, mas na saúde muitas vezes isso não é possível. Por isso, temos que debater como podemos melhorar as condições e o bem-estar desses trabalhadores”, destacou a secretária adjunta de Saúde, Eliene Berg, ao lado do secretário da pasta, Humberto Fonseca.

A subsecretária de Gestão de Pessoas, Jaqueline Ribeiro, lembrou que o proletariado passa a maior parte do tempo no trabalho. “São muitas horas e quanto mais o ambiente for leve e tranquilo, melhor será. Além disso, o trabalhador está na linha de frente”, disse.

“Eu sou usuário e preciso de cuidadores que estejam bem de corpo, alma e mente, que cuide com carinho de quem vai até um hospital para receber um tratamento. O doente, quando chega, precisa de um olhar diferenciado, o que depende das condições físicas e emocionais do profissional”, destacou o representante do segmento dos usuários do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Raimundo Nonato.

Para o presidente do Conselho de Saúde, Helvécio Ribeiro, é necessário cuidar da força de trabalho. “Nosso servidor, que trata outras pessoas, também precisa ser cuidado. Por isso, estamos fazendo esse fórum”, observou.

Ao final do evento, a secretária adjunta, Eliene Berg, apresentou um projeto de implantação da Sala de Acolhimento ao Servidor, que deverá ser levado a todas as unidades da rede pública de saúde do DF em breve e de forma gradativa. “Implantamos uma sala dessas no Hospital Regional de Taguatinga enquanto eu estava lá e fez a diferença. Recebemos servidores que hoje fazem atendimento psicológico, chegaram a ser afastados, mas já retornaram ao trabalho”, conta.