Governo do Distrito Federal
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14/09/16 às 21h34 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Saúde faz oficinas para melhorar processos de trabalho na atenção primária

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Em parceria com o Conass, o projeto faz parte do programa do programa Brasília Saudável e visa melhorar os serviços prestados à população

BRASÍLIA (14/9/16) – Para melhorar os processos de trabalho na atenção primária e ambulatorial especializada, a Secretaria de Saúde iniciou um processo de Planificação de Atenção Primária à Saúde, nesta quarta-feira (14). A ação faz parte do Programa Brasília Saudável e consiste em uma série de oficinas de capacitação para que gestores e profissionais da rede aprendam uma nova metodologia de atendimento que fortaleça a atenção básica.

Promovida no Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), a primeira oficina termina na sexta-feira (16) e é voltada para que superintendentes, diretores de hospitais, gestores e gerentes alinhem o conceito sobre a importância da atenção primária no âmbito das redes de atenção.

Organizadas em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o foco principal das oficinas será voltado às linhas de cuidados para pacientes que possuem hipertensão e diabetes, já que essas doenças são as que mais causam a morbidade e mortalidade no Distrito Federal. Segundo dados oficiais, as doenças crônicas não transmissíveis estão relacionadas a 55,1% das mortes no DF, sendo as cardiovasculares responsáveis por 27,1% delas e a diabetes por 3,8%.

A ideia é ter um processo de educação continuada para os gestores e profissionais da rede. As capacitações ocorrerão mensalmente e cada região de saúde será treinada por um período de seis meses. A primeira beneficiada será a região Leste, que engloba Itapoã, Paranoá, São Sebastião e Jardim Botânico. A partir dos encontros, serão geradas tarefas de campo e nas unidades.

O aprendizado poderá ser aplicado em diversos processos de trabalho. No caso da hipertensão e diabetes, os profissionais serão treinados para ações como estratificação de risco, que é classificar os pacientes que possuem essas patologias pelo estágio da doença, resultando em uma definição de um plano de cuidado mais específico para os usuários.

Também serão discutidos temas como o conceito de atenção primária; vigilância em saúde; monitoramento e avaliação da atenção primária, bem como territorialização, que consiste na identificação das pessoas e da característica da população. A Fundação de Ensino à Pesquisa (Fepecs) também atuará como uma entidade colaboradora, oferecendo cursos acessórios para auxiliar os servidores a entenderem os processos e metodologias.

“Nós queremos, com a expertise do Conass, fazer mudanças na atenção primária, que precisa ter um grande investimento. O cuidado nesse nível de atenção é o que vai fazer a mudança na vida desses pacientes”, destacou a secretária adjunta de Saúde, Eliene Berg.

As oficinas abordarão como fazer o atendimento continuado na atenção primária, como a equipe e o sistema devem se organizar. “Vamos estabelecer como o paciente deve transitar no sistema. Como ele será acolhido na atenção primária e, se necessário, como será encaminhado e atendido em outros níveis de atenção”, explicou o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Daniel Seabra.

“O que mais leva a morbidade e mortalidade no Distrito Federal são pacientes com pressão alta e diabetes. O paciente que não recebe os cuidados necessários, futuramente pode desenvolver um quadro de infarto, Acidente Vascular Cerebral, insuficiência renal e outros problemas e vão necessitar de pronto-socorro, internação e UTI. Então, vamos agir na raiz desses problemas”, disse o subsecretário.

Para o subsecretário, é melhor evitar que as pessoas precisem de UTI do que trabalhar para apenas aumentar leitos de UTI. Além disso, as pessoas serão 'afastadas' dos quadros mais graves, que também acabam custado mais caro para o Estado.

Daniel explica, ainda, que a atenção primária é responsável por fazer a prevenção, tratamento, vigilância e recuperação. Com isso, 85% dos problemas que acontecem na vida das pessoas tem que ser resolvidos na atenção primária. “Essa visão de que a atenção primária trabalha apenas com prevenção é uma visão antiga que já não faz mais parte do que se conhece dessa modalidade no mundo inteiro”.

BRASÍLIA SAÚDÁVEL – O projeto foi lançado oficialmente em 30 de junho deste ano para fortalecer a atenção primária com foco na Estratégia Saúde da Família. A iniciativa consiste em promover a qualificação técnica dos profissionais dessa área e expandir a cobertura dos serviços, e melhorar os processos de trabalho. A meta é saltar de uma cobertura que atualmente fica em torno de 30,7% para 62% até o final de 2018.

Já existem várias ações em andamento. Para fortalecer as equipes, houve uma reorganização dos recursos humanos. Os agentes comunitários de saúde foram redistribuídos e reorganizado a lotação, reforçando o atendimento em áreas mais vulneráveis.

A Secretaria de Saúde também iniciou um processo de fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, com a reorganização de equipes para expandir o horário de atendimento à população. Outra ação em andamento é organizar as unidades para que comecem a fazer atendimentos aos sábados pela manhã. Essa mudança será feita inicialmente para unidades que possuem quatro equipes.

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