Governo do Distrito Federal
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21/01/14 às 19h06 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Ministério da Saúde e SES/DF lançam campanha contra HPV nesta quarta-feira (22)

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Meninas de 9 a 13 anos serão vacinadas


A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) e o Ministério da Saúde lançam, nesta quarta-feira (22), às 10h30, no auditório Emílio Ribas do Ministério da Saúde, a Campanha de Vacinação contra o papilomavírus humano (HPV). A partir de março, doses da vacina que previne contra o câncer de colo de útero, serão oferecidas gratuitamente nas escolas públicas e particulares, além de centros de saúde, para meninas com idade entre 9 e 13 anos.

Na campanha deste ano, a faixa etária foi ampliada. Em 2013, a população-alvo era meninas de 11 a 13 anos. “Nosso intuito é estender a adesão à proteção contra o HPV no DF. Além disso, queremos resgatar as que não completaram o esquema vacinal e aquelas que não receberam a primeira dose, no ano passado”, explica o secretário-adjunto de Saúde, Elias Miziara.

A vacina que estará disponível no DF é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero e os outros (6 e 11) estão presentes em 90% dos casos de verrugas genitais.

Segundo a chefe do Núcleo de Imunização, Eudóxia Dantas, a meta da SES/DF para 2014 é vacinar cerca de 80% da população-alvo. Com o objetivo de garantir a efetividade da vacina, é necessária a aplicação de três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a inicial. Neste ano, a primeira ocorrerá em março e as demais estão previstas para maio e setembro.

Em 2013, 50 mil meninas, de 11 a 13 anos, foram vacinadas nas três doses, o equivalente a 79,5% da meta. Cada dose da vacina custou para a SES-DF R$73, totalizando um investimento de cerca de R$13 milhões na compra de 192 mil doses. Outro diferencial deste ano, é que a vacina será repassada à SES/DF pelo Ministério da Saúde (MS).

A primeira campanha de vacinação contra o HPV, promovida pela SES/DF, em 2013, foi reconhecida como uma experiência de sucesso pelo MS, que resolveu torná-la modelo para o resto do país. O MS também lançará, nesta quarta-feira (22), a campanha em todo o território nacional. A população-alvo são meninas de 11 a 13 anos em 2014 e, a partir do ano seguinte, a vacinas será oferecida também para garotas de 9 a 11 anos.

“A menina que completou o esquema vacinal de três doses, não precisará repetir”, explica a chefe do Núcleo de Imunização. Ela também destaca a importância do cartão de vacina, documento que comprova a aplicação. “Orientamos aquelas que foram vacinadas, até duas vezes, guardar esse documento e apresentá-lo no momento da vacinação, a fim de completar o esquema”, comenta Eudóxia.

A doença
Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. A transmissão se dá por contato direto com o local infectado, sendo que a principal forma de transmissão é pela via sexual. Quando a infecção persiste, ela pode resultar no desenvolvimento de lesões precursoras, progredindo para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 deles podem infectar o trato ano-genital. Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero é importante que as mulheres façam exames preventivos (Papanicolau ou Citopatológico), que podem detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”. Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres, podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens, podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta, em ambos os sexos.

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF
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