Governo do Distrito Federal
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12/12/13 às 19h37 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Doença que causa cegueira em crianças é tratada na rede pública

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Prematuros com retinopatia são atendidos no HMIB

O Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) é referência na rede pública de saúde do Distrito Federal no tratamento e prevenção da doença ocular conhecida como retinopatia da prematuridade, uma das principais causas de cegueira infantil no mundo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a patologia é a segunda causa de cegueira em crianças no Brasil, perdendo apenas para o glaucoma congênito. A retinopatia da prematuridade, que atinge principalmente prematuros nascidos antes de 36 semanas ou com peso abaixo de 1600 gramas, é caracterizada pelo mau desenvolvimento da vascularização da retina.

“Os vasos terminam de se formar no final da gestação, nos prematuros eles não estão totalmente formados. Esse desenvolvimento fora do ambiente uterino pode dar-se de forma anômala, levando a alterações capazes de destruir a estrutura da retina e conseqüentemente provocar a cegueira”, explica o oftalmologista do HMIB, Rodolfo Paulo.

De acordo com o oftalmologista, fatores de risco como transfusão sanguínea, hemorragia cerebral e oxigênio terapia são indicativos para que o recém-nascido faça o teste ocular do fundo de olho para verificar se há a propensão para desenvolver a doença.

As ações para prevenir a doença, portanto, tornaram-se prioridade para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Internacional de Prevenção à Cegueira que incluíram várias ações no Programa Visão 2020. A melhoria dos cuidados neonatais oferecidos pela rede de saúde, como a ampliação de leitos em UTIs neonatais e o investimento na atenção primária, aumentaram a sobrevivência de prematuros e as chances de realizar a intervenção precoce para promover um desenvolvimento saudável.

Segundo o chefe da unidade de clínicas médicas do HMIB, Umberto Satyro, o hospital oferece exames e tratamentos específicos para a doença. O exame clínico pode ser feito entre a quarta e sexta semana de vida do bebê que é acompanhado até que os vasos se formem totalmente ou até a regressão total da doença que, em casos leves, pode acontecer espontaneamente. Para aqueles que já apresentam a patologia, é oferecido tratamento com laser para paralisar a progressão da doença ou a cirurgia.

“Todos os bebês prematuros que podem desenvolver a doença são examinados na rede pública e aqueles que necessitarem de tratamento são encaminhados para o HMIB para serem acompanhados pelo oftalmologista especialista na doença”, explica Umberto.

Por Ana Luiza Greca, da Agência Saúde DF
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