Governo do Distrito Federal
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13/02/14 às 17h44 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde orienta pais quanto a alimentação do bebê

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Dicas e receitas para nutrição do bebê

A alimentação adequada é responsável por suprir as necessidades nutricionais que ajudam no crescimento e desenvolvimento da criança. Para muitas mães o momento de incorporar papinhas, sopas e frutas na dieta do bebê é uma etapa que gera dúvidas.

Até os seis meses de vida, recomenda-se que a criança se alimente apenas com o leite materno e, após essa idade, o cardápio deve variar gradativamente. A chefe da nutrição do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Ioná Irber, listou algumas dicas para as mães de plantão.

1– Qual é o momento certo para iniciar a introdução dos alimentos sólidos?
Depois do sexto mês de vida, o leite materno não supre mais todas as necessidades do bebê, portanto, ele precisará consumir outras fontes nutricionais.

2– Quais os problemas que o bebê pode apresentar caso comece ingerir alimentos além do leite materno antes dos sexto mês
A introdução precoce dos alimentos (antes do quarto mês) pode aumentar a morbimortalidade infantil, devido principalmente à diminuição da duração do aleitamento, a interferência na absorção de nutrientes do leite materno como ferro e zinco, o risco de contaminação pelo manuseio dos alimentos, o desenvolvimento de alergias alimentares e atopias e futuramente o aparecimento de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes.

Passado o período de aleitamento materno exclusivo, é hora de apresentar novos alimentos ao bebê, pois nessa nova etapa ele necessita de uma maior quantidade e variedade de calorias, vitaminas e minerais, respeitando sempre a maturação do sistema digestório, renal e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

3– O que deve ser feito caso o bebê recuse o alimento?
A alimentação do bebê tem que ser agradável ao paladar. A comida deve ser dada de preferência amassada ou desfiada, pois favorece a apreciação do sabor. O excesso ou pouco cozimento também prejudica a aceitação, além do cuidado no uso de temperos que podem causar irritação gástrica se não usados com moderação. É importante oferecer o alimento não aceito pelo bebê mais de uma vez, vale insistir em 8 a 10 ocasiões. Se persistir a recusa por determinado alimento, volte a oferecê-lo quando seu filho crescer um pouco mais.

Há casos leves que tem relação apenas com mudança de rotina da casa, o aparecimento de doenças também diminui o apetite e casos mais sérios e duradouros de recusa alimentar devem ser acompanhados pelo pediatra e nutricionista.

4– Como deve ser feita a introdução de novos alimentos?
Deve ser feita gradualmente, sob forma de papinha e com colher. O alimento deve ser oferecido um de cada vez para identificar possíveis alergias, lembrando sempre da importância de um cardápio diversificado. Televisão ligada, brincadeiras excessivas e distrações para colocar comida na boca precisam ser desencorajadas, pois tornam a hora da refeição um momento confuso.

O aleitamento deve ser em livre demanda, iniciando a alimentação complementar com frutas madura e da época (maça, banana, pêra e mamão) e papas de legumes, evoluindo gradativamente para duas frutas e duas papas de legumes ao dia até o 7 ou 8 mês, incluir na papa de legumes carnes desfiadas (frango, bovina e peixe sem espinha), arroz e leguminosas (feijão, lentilha, grao de bico ou ervilha). As leguminosas devem ser iniciadas pelo caldo para após sua aceitação amassar o grão. Do 9º ao 11º mês passar gradativamente para alimentação com maior consistência, de acordo com a aceitação, e aparecimento dos primeiros dentes. Após 12 meses, a alimentação pode ser igual à da família, desde que com hábitos saudáveis, sem frituras e excesso de sal e açúcar.

5– Qual é a quantidade ideal para dar ao bebê?
Cada criança tem um apetite diferente e nos mostra quando está saciado, mas quanto às quantidades seguem sugestões de especialistas:

6 meses ou época do desmame – Comece com 1 colher de sopa e aumente até chegar a 4 colheres. Não tente dar mais para que não haja a redução do leite que ele vai tomar.

10 meses – O ideal é que os bebês consumam 10 colheres de sopa ou uma xícara.

A partir de um ano – Devem comer 12 colheres de sopa no mínimo ou uma xícara cheia até conseguirem consumir a porção de um prato infantil.

Importante: É importante o acompanhamento de seu crescimento e desenvolvimento para ajustar quantidades e corrigir possíveis erros alimentares. Não devemos nos esquecer de ofertar água ao bebê com a introdução de alimentos que aumentam a carga de solutos renais.

Receita

Primeira papinha – (para as primeiras duas semanas)

Ingredientes

– meia cenoura média
– um pedaço pequeno de cebola
– um pouco de salsa bem picadinha
– uma pitada de sal ou nada de sal (quanto menos sal você colocar na comida melhor e seu bebê se acostumará com a comida menos salgada)
– uma colher rasa das de café de óleo de milho ou girassol

Modo de fazer

Lave bem a cenoura. Coloque um pouco de água filtrada para ferver – o suficiente para cozinhar. Depois que a água entrar em ebulição, coloque a cenoura com casca, a cebola, o sal se desejar e o óleo. Deixe cozinhar até que a cenoura fique macia. Tire a casca da cenoura e amasse com um garfo, juntamente com a cebola. Acrescente a salsinha.

Papinha sequencial

Ingredientes
– meia mandioquinha
– uma batata pequena (ou uma colher das de sopa de grão de milho)
– meia beterraba
– um pedaço pequeno de cebola
– meio dente de alho ou uma rodela de alho poro
– meio tomate sem semente
– uma colher rasa das de sobremesa de óleo de milho ou girassol
– uma pitada de sal ou nada de sal (quanto menos sal você colocar na comida melhor e seu bebê se acostumará com a comida menos salgada)
– uma colher das de sopa de caldo de feijão
– salsinha

Lave bem os legumes. Coloque um pouco de água filtrada para ferver – o suficiente para cozinhar os ingredientes. Depois que a água entrar em ebulição, coloque os legumes, a cebola, o alho, o sal e o óleo.

Cozinhe até os legumes ficarem macios. Após retirar a casca dos legumes, amasse todos os ingredientes com um garfo e acrescente a salsinha e o caldo de feijão.

Por Ana Luiza Greca e Ludmila Mendonça da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
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