Governo do Distrito Federal
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30/11/13 às 20h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde promove ação de prevenção a Aids em Taguatinga

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Frequentadores do Taguaparque fazem testes de Aids e sífilis

Fotos: Renato Araújo

Quem passou pelo Taguaparque em Taguatinga neste sábado (30) teve a oportunidade de fazer testes para detectar a Aids e a sífilis. A ação de saúde faz parte da Semana Distrital de Prevenção ao HIV/Aids, promovida pela a Gerência de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde. Brasília ocupa atualmente o 25º lugar dentre as capitais brasileiras, com o registro de 20 casos da doença por 100 mil habitantes.

Cerca de 40 servidores da SES atenderam a população oferecendo testes e orientações. Entre as atividades mais concorridas estava a oficina de sexo seguro, onde os interessados puderam receber dicas de como usar corretamente os preservativos masculino e feminino. Também foram distribuídos folhetos educativos, camisinhas e lubrificantes.

“A estratégia de testagem é muito importante, pois é o ponto de partida para o controle da doença e a prevenção de novas transmissões”, destaca o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis da SES, Sérgio Dávila. Segundo ele, a oferta de testagem, principalmente com a utilização dos testes rápidos, aumenta a capacidade de realizar diagnóstico precoce, o que traz menos prejuízo à saúde do portador do HIV.

Os testes são feitos em cerca de vinte minutos e os resultados entregues em seguida por um profissional de saúde, de forma sigilosa. Quem apresentar alteração é encaminhado para unidade de referencia para o tratamento do HIV/Aids e doenças sexualmente transmissíveis da cidade – a Unidade Mista de Saúde de Taguatinga, localizada no centro da cidade.

A Semana de Prevenção do HIV/Aids, que marca o Dia Mundial de Luta Contra a Aids – 1º de dezembro, começou na terça-feira (26) e vai até este domingo. A semana se encerra com a 4ª etapa do Circuito SEsp de Corrida de Rua em Samambaia. Os 1.000 corredores inscritos vão percorrer distancias de cinco ou 10 quilômetros. A largada será às 9h em frente ao Centro Olímpico da cidade.

Números
Desde a identificação do primeiro caso, em 1985, já foram notificados mais de 8 mil casos da doença na capital federal. Atualmente 7.200 pacientes infectados fazem tratamento no DF e são registradas cerca de 100 mortes por ano.

Os tratamentos disponíveis na rede pública de Saúde estão cada vez mais eficientes e garantindo qualidade de vida às pessoas que vivem com o vírus. De acordo com Sérgio Dávila, o uso dos medicamentos antirretrovirais reduziu as taxas de óbitos no DF. “A sua utilização no tratamento oferecido pelos serviços de referência da Secretaria reduziu a taxa de 11,6 mortes por 100 habitantes (em 1996) para 4,2 mortes por 100 mil habitantes em 2012”, informou.

Sérgio Dávila destaca que a Aids continua sendo uma doença grave e, portanto, devem ser mantidos e ampliados os esforços na redução de sua transmissão. “Para reduzir esses índices é preciso melhorar continuamente os serviços de saúde, o tratamento das outras doenças sexualmente transmissíveis e distribuir preservativos masculinos e femininos para adoção de práticas sexuais mais seguras”, frisou.

Por Celi Gomes, Agência Saúde DF
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