Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
26/05/15 às 21h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Secretaria de Saúde estreita relação com fornecedores de insumos

COMPARTILHAR

Gestores apresentaram pretensões da pasta durante 1º Fórum de Informações de Fornecedores

BRASÍLIA (26/05/14) – Com contratos que envolvem mais de 4 mil fornecedores de medicamentos, materiais e serviços médicos, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal esclareceu, nesta terça-feira (26), durante o primeiro Fórum de Informações ao Fornecedor, as medidas da pasta frente aos pagamentos não efetuados em 2014 e as mudanças para contratação em 2015.

O evento?,? realizado no Centro de Convenções Ullysses Guimarães, buscou estreitar as relações com os representantes das empresas e reafirmar a postura da pasta de trabalhar em parceria. “Nós queremos que os fornecedores entendam que a Secretaria está em um processo de evolução da transparência da informação e com interesse de resolver a crise do abastecimento no DF”, esclareceu o subsecretário de Administração Geral, Marcello Nóbrega, respondendo a questionamentos dos fornecedores.

Segundo Nóbrega, a pasta tem pactuado com os fornecedores que os pagamento de 2015 serão feitos dentro do prazo, e os de 2014 serão quitados os mais rápido possível. “As datas de pagamento do exercício de 2014 só serão definidas após a publicação de um decreto no Diário Oficial que determinará como deve ser feito”, informou o gestor. “Nós faremos um modelo de compra por mutirão para facilitar a aquisição dos materiais e medicamento em 2015”, completou o subsecretário de Administração Geral.

Neste novo modelo, a Subsecretaria de Atenção à Saúde demanda a quantidade de insumos necessários por meio da reunião de 40 processos, que serão compostos por 25 itens cada, um total de mil produtps. A expectativa é que o novo processo de compra comece a valer entre junho e julho deste ano.

Durante o encontro, o subsecretário também reforçou que os contratos emergenciais precisam ser revistos. “É o contrato sem contrato, algo que chamamos de indenizatório. Eu tenho hoje contratos vencidos, mas que as empresas não vão deixar de fornecer os serviços” destacou.

Ainda foi discutida, durante o Fórum, a implementação da gerencia de custo que atualmente existe em quatro hospitais: Materno Infantil, Santa Maria, Ceilândia e Base. Com o processo, nessas unidades, foram constatados que foram reduzidos os custos fixos e maior racionalização dos processos de trabalho. “A Secretaria de Saúde faz grandes negociações, porque não compramos pouco, a escala de consumo é muito alta”, disse o subsecretário de Administração Geral.

Outro gargalo é não ter no processo de aquisição a validade do medicamento. “Para mim, é um item importantíssimo no processo de compra. Caso a Secretaria não faça o uso deve ser feita a substituição, porque a troca está dentro do processo de custo de qualquer indústria.”, defendeu.

O subsecretário ressaltou ainda que a SES pretende expandir a rede, com a construção de mais Unidades Básicas de Atendimento, o que causará o aumento da demanda da SES às indústrias.

Outra situação sintomática é aperfeiçoar a contabilidade dos insumos entregues pelas empresas à Farmácia Central, além de medir a qualidade dos produtos. “Temos que saber se a população está consumindo aquilo que está descrito para ela, por isso, vamos contar com o apoio do Laboratório Central que fará testes e verificará a compatibilidade do produto com as normas da Agência de Vigilância Sanitária”, disse.

Para a representante comercial da empresa de produtos laboratoriais Plastlabor, Fernanda Rabelo, é fundamental que as empresas conheçam a real situação da pasta. “Ainda estamos um pouco confuso sobre como serão os próximos quatro anos de governo, mas percebemos essa movimentação de que a nova gestão está preocupada e tendendo a melhorias para solucionar os problemas com maior tranquilidade para ambos os lados. Nós, como fornecedores, também dependemos muito do GDF, mas para o funcionamento do Estado, também precisam de nós”, finalizou.