Governo do Distrito Federal
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3/06/15 às 11h30 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Secretaria de Saúde no enfrentamento à Violência contra a mulher

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No DF o atendimento às vítimas é prestado através da Rede Esperança

BRASÍLIA (3/6/15) – O Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violências (Nepav) da Secretaria de Saúde do DF registrou no ano passado 1.500 casos de violência contra a mulher. A faixa etária com maior registro foi entre mulheres de 20 a 39, com 493 casos. A segunda maior ocorrência foi entre garotas de 10 a 19 anos, com 465 registros.

Para ao atendimento a estas vítimas a Secretaria de Saúde conta com a Rede de Serviços de Atenção Integral à Saúde de Pessoas em Situação de Violência Sexual (Rede Esperança). Esta Rede é composta por 21 Programas na Atenção e Vigilância em Violências (PAVs), que funcionam como ponto de apoio à rede de saúde na atenção a violência realizando ações de promoção, prevenção, atendimento, vigilância em saúde e capacitação nas regionais de saúde para qualificar o atendimento e instrumentalizar para a notificação compulsória. O atendimento na rede pública de saúde do DF é referência para o Ministério da Saúde.

No DF, a rede de saúde receberá investimentos do Governo Federal com capacitação dos profissionais de saúde, reforma e ampliação das emergências para a adequação dos espaços especializados de atendimento na rede hospitalar e a aquisição de equipamentos para a implantação da coleta de vestígios e da cadeia de custódia. A SES investirá no fortalecimento das equipes das emergências e dos PAVs para a atenção especializada a vitima de violência.

“A atenção às vítimas de violência física começa no momento em que são atendidas nas emergências dos hospitais, no caso de agressão física. Para os casos de violência psicológica, há vários grupos de apoio no DF, tanto para as vítimas, quanto para familiares e, inclusive, autores”, afirma a chefe do Nepav, Lucy Mary Stroher.

Casa da Mulher Brasileira de Brasília – O Distrito Federal passa a contar a partir desta terça-feira (2), com a “Casa da Mulher Brasileira”. A unidade integra o programa “Mulher, Viver sem Violência” e contempla acolhimento e triagem, apoio psicossocial, acompanhamento psicológico, promoção da autonomia econômica, central de transporte, brinquedoteca e alojamento. Também funcionarão na Casa postos da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), do juizado especializado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), da promotoria especializada do Ministério Público e do Núcleo Especializado da Defensoria Pública.

“A rede de saúde do DF está preparada para realizar o atendimento especializado e humanizado às mulheres em situação de violência. Estaremos trabalhando em parceria com a Casa da Mulher Brasileira, recebendo mulheres que necessitem de cuidados de saúde e encaminhando para receber o atendimento lá as que procurarem primeiro a nossa rede”, destacou Lucy.