Governo do Distrito Federal
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14/07/16 às 17h09 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Servidora é a primeira brasileira a concluir especializações em Atenção Domiciliar

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Formaturas ocorreram neste mês e notas atingiram 100 e 99 pontos

BRASÍLIA (14/7/16) – A médica e servidora da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Vanessa Vasconcelos Carvalho, tornou-se a primeira brasileira a ter concluído as duas primeiras e únicas especializações em Atenção Domiciliar do país, sendo uma pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e outra pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os trabalhos finais foram apresentados neste mês e atingiram notas 100 e 99, respectivamente.

A profissional, que atua como gerente de Serviços de Atenção Domiciliar da Região Centro-Norte de Saúde e como médica assistente da equipe, também já havia sido premiada em novembro de 2015 com o primeiro lugar em trabalho científico no Congresso Interdisciplinar de Atenção Domiciliar, considerado o mais importante da área.

Também psicóloga e especialista em neuropsicologia e em hematoterapia, a médica explica que a modalidade de atenção domiciliar, que consiste em oferecer assistência médica aos pacientes com doenças crônicas em sua residência, é recente no Brasil e foi normatizada e regulamentada, em 2011, por uma portaria do Ministério da Saúde, que estabeleceu o Programa Melhor em Casa. Para ela, o conhecimento adquirido é de grande relevância para elevar a qualidade do serviço público.

“Com os conhecimentos adquiridos nessas duas especializações serei 'o primeiro passo' para a disseminação de novos olhares e novas práticas nesta área de atuação, proporcionando uma melhora na qualidade do serviço ao paciente e suas famílias e disseminando os conhecimentos adquiridos para os outros profissionais da área”, ressaltou a médica.

Vanessa destacou que a atenção domiciliar é importante por trazer vários benefícios tanto para o paciente e suas famílias, como para o próprio sistema de saúde. Entre as vantagens, estão o atendimento mais humanizado, por permitir que o paciente possa estar no seu lar, vivenciando toda a dinâmica familiar e ao lado de seus entes queridos.

“Também contribui com a redução de custos do governo por dia de internação, já que a diária do paciente em internação domiciliar custa bem menos que uma diária hospitalar. Evita, ainda, que o paciente esteja suscetível a patógenos hospitalares que possam agravar o quadro clínico do paciente”, disse a médica, ao reconhecer também como vantagem a liberação de leitos hospitalares.

TRABALHOS – Ambas as especializações foram feitas na modalidade à distância e presencial, sendo os encontros presenciais da UFSC realizados em São Paulo e os encontros presenciais da UFMA no Rio de Janeiro. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado para a UFSC ganhou o título: “Cuidando do profissional que cuida: Projeto de Intervenção no Serviço de Atenção Domiciliar de Brasília-DF”. A médica defendeu o cuidado que se deve ter com esses profissionais para evitar o adoecimento, levando a um prejuízo da qualidade de serviço.

Para a UFMA, o título foi “Cuidando do cuidador de pacientes em internação domiciliar no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de Brasília-DF: Projeto de Intervenção”. O trabalho defendeu um projeto de intervenção que visa manter estes cuidadores saudáveis e diminuam o estresse, conflitos e adoecimentos provocados por este ato de cuidar, fazendo com que os mesmos se sintam acolhidos e cuidados.

EXTENSÃO – Todos os anos, a secretaria de saúde oferece um Curso de Extensão em Atenção Domiciliar, promovido pela gerência de atenção domiciliar. O curso não é restrito nem obrigatório aos profissionais que atuam na área, mas é voltado a todos os servidores que tenham interesse nesse assunto.

Atualmente, o programa da pasta atua com equipes multiprofissionais em todas as 15 Coordenações Gerais de Saúde. As equipes são formadas, prioritariamente, por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeuta e/ou assistente social. Outros profissionais como fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo e farmacêutico, além de fisioterapeuta e assistente social poderão compor as equipes de apoio.