Governo do Distrito Federal
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2/08/13 às 20h49 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Servidores são treinados para atender vítimas de violência

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Primeira capacitação foi realizada no Hospital Materno Infantil de Brasília

A Secretaria de Saúde do DF iniciou a capacitação de servidores para identificar e tratar pacientes vítimas de violência, com o objetivo de atender as exigências da lei publicada nessa sexta-feira (02), referente ao atendimento especializado a esses pacientes.

A primeira capacitação foi realizada no Centro Obstétrico do Hospital Materno Infantil (HMIB). Mais de 30 enfermeiros e técnicos de enfermagem participaram do evento, que será estendido a todas as emergências de pediatria e ginecologia e ambulatório dos hospitais da rede pública de saúde.

“Foi muito importante, pois refletimos sobre os nossos preconceitos e discutimos a melhor forma de atendê-los. Incluímos ainda sugestões de alteração no protocolo de atendimento”, relata a enfermeira Gabrielle Oliveira Medeiros.

Segundo a coordenadora do Programa Violeta, Elizabeth Maulaz, o objetivo principal da iniciativa é qualificar o serviço prestando atendimento humanizado e imediato a todos que sofrem violência, seja sexual, psicológica, física, maus tratos ou negligência.

“Percebemos que as equipes não estão devidamente preparadas para lidar com os sentimentos de vergonha, culpa e ansiedade que geralmente aparecem nas pessoas que sofreram violência. Há falta de informação, por isso, é preciso praticar um olhar mais sensível para essas situações”, explica Elizabeth.

A iniciativa faz parte do Programa do Governo Federal, “Mulher, Viver Sem Violência”, lançado em março, que preconiza o acesso a serviços integrados em saúde e qualificação profissional para preparar os profissionais dos hospitais regionais do DF.

A segunda etapa, que também já foi iniciada, adequará as emergências por meio de reformas estruturais e aquisição de equipamentos. Os hospitais que participarão da implementação como projeto piloto serão o HMIB e os regionais da Asa Norte, Ceilândia e Taguatinga.

Ana Luiza Greca