Governo do Distrito Federal
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10/10/16 às 19h10 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

SES promove evento com música e arte em comemoração ao Dia da Saúde Mental

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Evento aconteceu no CAPs AD Candango, localizado no Setor Comercial Sul

BRASÍLIA (10/10/16) – Alegria, muitos sorrisos, música e pintura. Assim foi a comemoração do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro. O evento foi promovido pelo Centro de Atendimento Psicossocial (CAPs) AD Candango, em parceria com o Instituto de Saúde Mental (ISM), com o objetivo de levar arte e cultura à comunidade e mostrar que é possível o tratamento feito de forma terapêutica.

A ação aconteceu, nesta segunda-feira (10), na praça localizada ao lado do CAPs AD Candango, no Setor Comercial Sul. A programação incluiu apresentação de um coral composto por pacientes da unidade e do ISM e também de servidores da SES. Além da cantata, teve a oficina “Pintando o sete”, que acontece sempre nas manhãs de segunda, e oferece trabalhos de corte e pintura para os pacientes.

A psicóloga e gerente do CAPs AD Candango, Maria Garrido, ressalta que é essencial que a sociedade e a medicina discutam sobre as doenças relacionadas à Saúde Mental, como também os modelos mais humanizados de tratamento, para que estejam de acordo com a Política Nacional de Saúde Mental.

“Celebrar esta data é trazer à tona a necessidade de falarmos sobre a Saúde Mental, é relembrar a importância desse tema. É comum muitas pessoas acharem que este tipo de problema só pode ser tratado com remédios e internação psiquiátrica. Hoje, nosso objetivo é mostrar que é possível, sim, a cura e o acompanhamento terapêutico por meio da arte e cultura e com a reintegração dos pacientes na vida em sociedade”, afirma Maria.

Segundo o diretor do Instituto de Saúde Mental (ISM), Ricardo Lins, o principal intuito de comemorar a data é mostrar à população que a melhor forma de cuidar é em liberdade e que a Política Nacional de Saúde Mental traz a possibilidade aos profissionais da área de propor outras formas de cuidado que vão além da medicação e da limpeza individual que são feitos nas instituições.

“Isso tudo tem um sentido, que é o de proporcionar a ressocialização. A população tem o direito de saber, quais serviços existem para atender quem precisa e o papel das atividades artísticas neste processo”, completa.

W. G., tem 48 anos e é morador de rua. Ele revela que há cinco anos recebe tratamento no CAPs AD Candango por uso abusivo de álcool e outras drogas. “Aqui eu me sinto acolhido e vejo que é possível retomar minha vida e me sentir inserido em um meio novamente. No CAPs não somos tratados com diferença e nem vistos com preconceito, pois somos todos parte de uma mesma família”, declara.

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