Governo do Distrito Federal
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11/01/18 às 10h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Teste da Orelhinha detecta precocemente risco de perda auditiva

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Procedimento é obrigatório na rede pública do DF desde 2010

BRASÍLIA (11/1/17) – Metade dos casos de deficiência auditiva poderia ser prevenida e seus efeitos minimizados se a intervenção fosse iniciada precocemente, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, é tão importante a realização do chamado Teste da Orelhinha, obrigatório na rede pública de saúde do DF desde o ano de 2010.

No Distrito Federal, todos os hospitais públicos que possuem maternidade, um total de 11 unidades, têm equipe de profissionais que realizam as emissões otoacústicas transiente, nome oficial do teste da orelhinha. Entre janeiro e novembro do ano passado, foram feitos mais de 29 mil exames em toda a rede.

O exame é simples e indolor, feito enquanto o bebê dorme. O fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista usa um equipamento de emissões otoacústicas. Por meio de um pequeno fone, o ouvido do recém-nascido recebe estímulos sonoros bem suaves e a sonda capta respostas de estruturas do ouvido interno, denominadas células ciliadas externas, que ficam dentro da cóclea. As emissões otoacústicas transientes estão presentes em 98% dos indivíduos que possuem audição normal.

“Com o Teste da Orelhinha é possível detectar, precocemente, a população infantil que apresenta risco para perda auditiva, incluindo aquelas em grau leve, com a possibilidade de desencadear todas as ações necessárias para minimizar o prejuízo que a perda auditiva traz para o desenvolvimento da linguagem, cognitivo e social do indivíduo”, explica a fonoaudióloga Silvia Braga.

QUANDO FAZER – A triagem auditiva neonatal deve ser feita, preferencialmente, nos primeiros dias de vida na maternidade, e, no máximo, durante o primeiro mês de vida, a não ser em casos quando a saúde da criança não permita a realização de exames.

“Aqueles recém-nascidos ou lactentes que porventura tenham perdido a oportunidade de realizar seu exame por ocasião da alta hospitalar, podem retornar à maternidade de origem até 90 dias de vida. Após esse período, podem agendar seu exame, via sistema de regulação da Secretaria de Saúde, para realização nos hospitais de Base ou no Regional de Taguatinga”, informa Silvia Braga.

O teste emissão otoacústica também pode ser realizado em qualquer idade caso os pais ou o pediatra desconfiem que a criança não escuta bem porque não reagir aos sons.