Governo do Distrito Federal
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12/09/19 às 11h25 - Atualizado em 12/09/19 às 11h48

Transmissão da dengue tem redução de 99%

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Queda ocorreu entre as semanas epidemiológicas 23 e 35

 

O Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (12), aponta uma redução de 99% na transmissão da doença no Distrito Federal, da semana epidemiológica 23, em junho, para a 35, em agosto. Até agora, foram notificados 47.745 casos de dengue, sendo 96,9% em residentes no Distrito Federal. Desses registros, 41.572 (87,1%) estão classificados como casos prováveis.

 

O documento traz, ainda, a informação de 43 óbitos. Porém, o incremento de dez mortes não significa casos novos. Segundo o gerente de Epidemiologia, Fabiano Martins, são casos que ocorreram em meses anteriores e aguardavam resultados para a confirmação laboratorial.

 

Além dos óbitos, foram registrados 67 casos graves que sobreviveram e 840 casos de dengue com sinais de alarme.

 

ZIKA E FEBRE AMARELA – Em 2019, foram registrados 366 casos prováveis de doença pelo zika vírus em residentes no Distrito Federal. Desses, 61 casos foram confirmados. Oito foram em gestantes.

 

A Região de Saúde Norte apresentou o maior número em relação ao total do DF: 76 (38,6 %) casos prováveis.

 

No mesmo período, a Secretaria de Saúde registrou 79 casos notificados de febre amarela, sendo 68 em residentes no DF. Sessenta e sete casos foram descartados e um segue em investigação.

 

TRABALHO CONSTANTE – Mesmo em época de seca, a Secretaria de Saúde tem feito um trabalho constante de visita às residências e locais com prováveis focos do mosquito Aedes aegypti. No âmbito da gestão, diversas medidas estão sendo adotadas, além do planejamento e estratégias para o próximo período chuvoso, que estão sendo traçados, de forma que o número de casos seja menor na próxima temporada de chuvas.

 

Neste cenário, o cidadão tem papel fundamental na luta contra o mosquito. Além das ações desenvolvidas pelo poder público, é essencial que cada um faça a sua parte.

 

“Pedimos à população que colabore inspecionando suas residências e locais de trabalho, uma vez por semana, com o objetivo de identificar ambientes propícios à proliferação ou a criadouros do mosquito”, frisa o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

 

DICAS – Os locais escolhidos para o armazenamento de água e vasilhas usadas como bebedouros para animais domésticos devem ser limpos com escova e sabão; os recipientes para armazenamento de água deverão ser fechados com as tampas originais ou com uma tela de trama pequena ou tecidos de tramas fechadas, de forma a evitar o acesso do mosquito; as caixas d’água devem passar por limpeza regular e estar bem fechadas.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF