Governo do Distrito Federal
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21/01/14 às 20h07 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde oferece tratamento para fibromialgia

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Dor crônica acomete mais mulheres que homens


Dor localizada crônica que progride para todo o corpo, sensação de cansaço, desânimo, alterações no sono, sensação de inchaço principalmente nas articulações, formigamento, dor de cabeça, esquecimento, constipação intestinal e sintomas de depressão e ansiedade podem ser sinais de que a pessoa é portadora de fibromialgia, doença que ataca mais mulheres que homens.

“De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, de cada dez pacientes que apresentam fibromialgia, de sete a nove são mulheres, o que corresponde a cerca de 15% dos atendimentos nos consultórios de reumatologia. A doença ocorre principalmente entre os 30 a 60 anos, mas pode acometer crianças, adolescentes e pessoas mais velhas”, explicou a reumatologista do Hospital do Gama, Eliana Teles.

A secretária Edite Pereira Rodrigues, relata que descobriu que é portadora da síndrome há nove anos. “Sentia muito cansaço, estava sempre desanimada, tinha dores pelo corpo todo principalmente nos tendões e nas articulações. Quando procurei o reumatologista, ele me fez várias perguntas e disse que eu estava com fibromialgia e hoje eu faço uso de medicamentos para amenizar os sintomas e procuro ter uma alimentação saudável”, afirma.

A reumatologista orienta que para seja feito um diagnóstico correto, é necessário procurar a opinião de um especialista. “A partir do diagnóstico a pessoa deve usar as medicações e seguir o tratamento, incluindo psicoterapia, fisioterapia, acupuntura e fazer atividade física regularmente”, destaca a especialista.
Para o clínico geral do HRG, Carlos Augusto Correa, a fibromialgia é uma doença bastante comum nos consultórios, mesmo que não sejam de reumatologistas. “Na clínica médica se confunde com várias outras doenças pela semelhança dos sintomas, sendo que a queixa principal é a dor crônica sem alterações específicas nos exames comuns, como de laboratório e radiografias. Por ser uma doença de causa desconhecida, a ênfase deve ser dada na redução dos sintomas de dor e na melhora da saúde de maneira geral”, informou o médico.

Conforme a Sociedade Brasileira de Reumatologia, não existe uma causa definida para a fibromialgia, e o motivo pelo qual uma pessoa desenvolve a síndrome, e outra não, ainda é desconhecida, mas estudos mostram que os portadores apresentam uma sensibilidade maior a dor do que as pessoas que não têm a doença. Ela também pode aparecer após situações consideradas graves tais como traumas físicos (acidentes), traumas emocionais ou alterações hormonais.

Onde procurar o serviço
Na rede pública de saúde do Distrito Federal, o paciente é avaliado inicialmente pelo médico da família ou clínico geral que atende nas unidades básicas. Caso seja necessário, o profissional encaminhará o doente para atendimento nos ambulatórios de reumatologia dos hospitais da SES.

Por Eliane Simeão, da Agência Saúde DF
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