Governo do Distrito Federal
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17/01/18 às 10h13 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Trotes representaram 7,5% das ligações para o Samu em 2017

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Porcentagem é uma das menores dos últimos anos

BRASÍLIA (17/1/2018) – Das 74 mil chamadas mensais recebidas pelo número de emergência 192 no ano passado, 7,5% foram consideradas trotes ou ligações falsas. O índice é avaliado como satisfatório pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Secretaria de Saúde.

Levantamento do Samu indica que, em 2017, o número 192 recebeu 898.264 ligações. Desse montante, 67.819 foram indevidas ou falsas.

Em comparação com 2016, a média se manteve estável. Do total de 908.788 chamadas feitas naquele ano, 64.150 foram consideradas trotes ou falsas, o que representou 7,05%.

Segundo o chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu, Tiago Vaz, a quantidade de trotes em 2017 pode ser equiparada à média recebida pelos serviços internacionais de atendimento pré-hospitalar. “Antes, chegava a 70% de ligações indevidas ou falsas. Essa era nossa média. Com o passar dos anos verificamos tendência de queda nos índices”, comentou.

CONSCIENTIZAÇÃO – Para o diretor do Samu, Rafael Vinhal, os esclarecimentos prestados à sociedade sobre a importância do atendimento móvel, junto com todo o processo de conscientização exercitado nessas iniciativas, foram importantes para a redução dos trotes.

“A própria divulgação que o Samu faz dentro das comunidades, e o projeto Samuzinho, de trabalhar com a educação popular em saúde nas escolas, foram essenciais. Já considero esse resultado muito satisfatório”, ressaltou Vinhal.

Na visão da responsável pela equipe de enfermagem da Central de Regulação e Urgências do Samu, Bárbara de Brito, quanto maior for a divulgação sobre como o serviço 192 funciona, menores serão os índices de trotes.

Bárbara de Brito, responsável pela equipe de enfermagem da Central de Regulação e Urgências do Samu

“Já tivemos situações de receber mais de 10 mil ligações de trotes da mesma pessoa. Em outros casos, já enviamos viaturas para o local, perdendo tempo e prejudicando outros atendimentos. Mas isso não se vê mais porque as pessoas estão mais conscientes da importância do nosso trabalho”, lembrou Bárbara.

ATENDIMENTO – Atualmente, o Samu conta com cerca de 20 profissionais para ajudar no atendimento das ligações, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bombeiros, equipe de saúde mental e terceirizados.

O atendimento inicial é feito pelos terceirizados, que fazem a triagem preliminar das ligações. Há chance de identificar um trote ou falsa ligação já nesse primeiro momento. Médicos e demais enfermeiros, para quem as ligações são repassadas após o atendimento inicial, também possuem treinamento para identificar uma chamada indevida.

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