Governo do Distrito Federal
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24/10/18 às 15h50 - Atualizado em 10/03/21 às 11h00

Unidades Básicas de Saúde (UBS)

Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde – SAIS
E-mail: gabsasses@gmail.com
Organograma da SAIS

 

 

*Acesse as Cartas de Serviços aos Cidadãos 

 

* Acesse o Portal InfoSaúde-DF e consulte a relação de todas as Unidades Básicas de Saúde da SES, endereço, localização no mapa e horário de funcionamento

 

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada com toda a Rede de Atenção à Saúde.  Antes conhecidas como Centros de Saúde, Postos de Saúde, Clínicas da Família), são estabelecimentos de Atenção Primária, responsáveis por cuidar de você e sua família.

 

Cada UBS é responsável pela assistência à saúde de uma população definida, assim, cada cidadão tem agora uma UBS de referência a partir do seu endereço de moradia. Cada Unidade Básica tem equipes de saúde da família (ESF) que são compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde, podendo ser complementadas ainda por dentista e técnico em higiene dental. Esses profissionais podem atuar conjuntamente com o apoio e auxílio das equipes dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB), que contam com profissionais de outras especialidades (fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, farmacêutico nutricionista e/ou assistente social) de acordo com as demandas em saúde.

 

Nesse modelo, você e sua família (caso residente no mesmo local) terão sempre uma equipe de referência com quem contar. Como essa equipe está apta a atender bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, o acompanhamento com a mesma equipe se dá ao longo das diferentes fases da vida.

 


Nas Unidades Básicas de Saúde você conta com as seguintes ações de promoção, prevenção e tratamento:

 

• Acolhimento;

• Acolhimento/avaliação da mãe-bebê após alta na maternidade;

• Cadastramento individual e domiciliar;

• Assistência de enfermagem, médica, odontológica e multiprofissional;

• Visita domiciliar;

• Promoção da Saúde e Práticas Integrativas em Saúde (PIS);

• Controle do tabagismo, álcool e outras drogas;

• Atenção à saúde da gestante, criança, adolescente, mulher, homem, LGBT e idoso;

• Acompanhamento dos beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF);

• Acompanhamento de doenças crônicas, incluindo hipertensão e diabetes;

• Acompanhamento e tratamento de hanseníase e tuberculose;

• Teste diagnóstico, tratamento e acompanhamento de dengue, zika, febre amarela e outras viroses (transmissíveis por vetores – mosquitos);

• Curativos, retirada de pontos, troca de sondas, suturas e pequenos procedimentos;

• Planejamento familiar, colocação de DIU, entrega de preservativos (masculinos e femininos) e contraceptivos;

• Teste rápido de gravidez e acompanhamento do pré-natal;

• Vacinação;

• Coleta de exames laboratoriais;

• Confecção de Cartão SUS;

• Entrega de medicamentos e insumos básicos;

• Prevenção, aconselhamento, testagem e tratamento de HIV/ Aids, Hepatites, Sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);

• Rastreamento de câncer de colo de útero e mama;

• Administração de medicamentos e nebulização, entre outras ações e serviços.

• Saúde mental;

• Saúde bucal;

• Atendimento de pequenas urgências, como febre, dor de ouvido, dor de garganta, dor de cabeça, dor de dente, dor de barriga, enjoo e vômitos, diarreia, problemas com a amamentação, palpitação, mal estar, pequenos ferimentos, pressão alta, diabetes, pequenas queimaduras, mordedura ou arranhadura de animal, picada de insetos, urticária, unha encravada, troca de curativo, fraqueza, tremores, retirada de pontos, problemas com colesterol, problemas com álcool ou outras drogas, problemas menstruais, suspeita de gravidez, violência doméstica, ansiedade, depressão, suspeita de dengue, inchaço, e outros problemas que não colocam sua vida em risco.

 

Observação: Em casos de emergência que colocam a sua vida em risco, como infarto, derrame, fraturas, acidentes de trânsito, ferimentos graves, quedas de alturas, convulsão, perda da consciência, trabalho de parto, grandes sangramentos, você deve procurar imediatamente uma Unidade de Emergência (Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou Emergências dos Hospitais) ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).


Requisitos:

 

O acolhimento em qualquer Unidade Básica de Saúde está garantido a todo cidadão. Você será acolhido por um profissional da equipe, que ouvirá seu relato de queixas ou necessidade de informações e, a partir disso, será avaliada a necessidade de atendimento imediato (casos agudos e de maior gravidade), procedimentos, vacinação, agendamento (para residentes na área de abrangência da equipe/unidade) ou referenciamento à unidade de saúde responsável pelo território de residência do usuário.

 

Ações como consultas, cadastro, visitas domiciliares, acompanhamento de condições como diabetes e hipertensão, acompanhamento do pré-natal, são realizadas pela sua equipe de referência. Assim, é necessário ser morador da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde.

 

Quando houver necessidade de consultas ou atendimentos com outros profissionais como: cardiologista, oftalmologista, ortopedista, neurologista, psiquiatra, entre outros, estas serão avaliadas pela equipe de saúde da família e encaminhadas e agendadas pelo profissional da UBS, se houver necessidade. Após a consulta você deve retornar à sua equipe de referência para continuidade do acompanhamento.

Observação: Vacinação pode ser realizada em qualquer UBS que disponibilize esse serviço, independente do lugar em que você mora.


Documentação necessária

 

  • Documento oficial de identificação com foto;
  • Cartão Nacional do SUS (Cartão SUS);
  • Recomenda-se levar o comprovante de residência (não obrigatório).

Observação 1: Para pessoas em situação de rua esses documentos não são exigidos.

Observação 2:

É importante os usuários/as do SUS solicitarem o correto preenchimento do cadastro dos/as usuários/as em situação vulnerável nos Sistemas de Informação da SES, com o objetivo de melhorar a qualidade das informações no sistema, promover políticas de equidade e ampliar o acesso à saúde aos segmentos da população mais vulnerável. Os dados se referem a:

 

1.1. Nome Social

É direito do/a usuário/a do SUS ser identificado/a e atendido/a nas unidades de saúde pelo nome de sua preferência, evitando com isso que o nome de identificação do/a usuário /a seja motivo de constrangimento ou situação vexatória.

A identificação em todos os documentos dos/as usuários/as e o uso do nome social no SUS é uma ferramenta para efetivação do acolhimento, humanização e integralidade da assistência a travestis e transexuais.

 

1.2. Quesito raça cor

Os cadastros relacionados ao preenchimento do campo denominado raça, cor, etnia devem respeitar o critério de autodeclaração, ou seja, a resposta deve ser dada pela pessoa assistida no serviço de saúde em conformidade com a classificação utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, observando as seguintes variáveis: branco, preto, pardo, amarelo e indígena.

Nos casos de recém-nascidos, óbitos ou diante de situações em que o/a usuário/a estiver impossibilitado para a auto declaração, caberá aos familiares ou responsáveis a declaração de sua cor ou pertencimento étnico-racial.

Naturalizar a pergunta “qual é sua raça/cor”, integrando em um conjunto de informações (nome, idade, sexo, entre outras); orientar como se auto classificar, quando não souber; assegurar ao usuário que esta informação tem objetivo prevenir doenças e podem ser algumas das estratégias de implementação.

A inclusão do quesito tem como objetivo identificar, cadastrar e mapear o perfil das pessoas a fim de caracterizar, do ponto de vista étnico racial, a população do Distrito Federal e dimensionar adequadamente as políticas públicas formuladas, implementadas e avaliadas pelo Executivo. Dessa forma, o/a profissional não deve se sentir constrangido/a ao perguntar para a pessoa sua raça/cor, pois estará colaborando para que pesquisas, dados gerais e projetos de leis sejam criados ou aprimorados.

Para maiores informações visite o site: Guia de Implementação do Quesito Raça Cor Etnia

 

1.3. Usuário migrante e refugiado

A apresentação de documento de identificação e/ou de comprovante de residência não pode ser condicionante para acesso ao serviço de saúde, sendo que para fins de identificação de estrangeiros para confirmar o registro nos serviços de saúde, incluindo a confecção de Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS), são válidos: passaporte, Registro Nacional de Estrangeiros – RNE e documento oficial de identificação emitido pelo país de origem.

O registro da nacionalidade é um campo obrigatório e importante para identificar o perfil dos usuários atendidos pelo SUS a fim de requerer a promoção da equidade de acesso à saúde, prevenção contra a discriminação, ampliação das políticas públicas, formação dos profissionais e oferta de serviços adaptados, abordando a temática das migrações como determinante social de saúde.

 

1.4. População em Situação de Rua

A inexistência de cartão do SUS não se constitui como impedimento para atendimento e pessoas em situação de rua estão dispensadas de apresentar comprovante ou declaração de endereço.

É recomendado o registro do local onde a pessoa está atualmente, ponto de referência ou endereço próximo nos cadastros dos sistemas de saúde da SES.

A ficha de cadastro individual do e-SUS possui campos específicos para população em situação de rua que devem ser preenchidos, pois, servirão de base para a produção de dados que irão subsidiar políticas públicas direcionadas a essa população.

Nos demais sistemas de informação que exijam dados de endereço e CEP, devem ser utilizados os endereços dos Centros de Referência em Assistência Social – CRAS ou Centros de Referência Especializado para População Em Situação De Rua – Centros POP de cada região, conforme acordo firmado entre SES e Secretaria responsável pela política de assistência social.

Informações adicionais devem ser coletadas e registradas para facilitar o acompanhamento e a localização, tais como: local de pernoite, atividades de subsistência, telefone de familiar ou pessoa de confiança, recebimento de benefícios da assistência social.

 


Formas de prestação do serviço

Horário de atendimento: O horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde varia de acordo com o tipo da Unidade e a quantidade de equipes que nela atuam. Verifique o horário de funcionamento da sua UBS de referência.

 

Observação: Todas as Unidades Básicas de Saúde devem estar abertas ao público ininterruptamente desde o horário de abertura até o horário de fechamento.

 

• Prioridade de atendimento: A definição de prioridade de atendimento é feita através da Classificação de Risco, um processo de priorização dos atendimentos por meio da avaliação da gravidade de uma situação apresentada, utilizando critérios clínicos e de vulnerabilidade.

 

 

Locais de atendimento

As informações de endereço, localização e horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal, podem ser acessadas no Portal InfoSaúde – DF.

 


Normas e Regulamentações:

 

Atenção Primária

 

– DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde. Portaria nº 77, de 14 de fevereiro de 2017. Estabelece a Política de Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal. Diário Oficial do Distrito Federal, Brasília, DF, 2017.

– DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde. Portaria nº 78, de 14 de fevereiro de 2017. Regulamenta o art. 51 da Portaria n° 77, de 2017, para disciplinar o processo de conversão da Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal ao modelo da Estratégia Saúde da Família.

– DISTRITO FEDERAL. Poder executivo. Lei n° 6.133, de 06 de abril de 2018. Estabelece a Estratégia Saúde da Família como modelo da atenção primária do Distrito Federal e promove medidas para o seu fortalecimento. Diário Oficial do Distrito Federal, Brasília, DF, 2018.

– DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde. Portaria n° 496, de 25 de maio de 2018. Disciplina o processo de transição das equipes Nasf-AB do Distrito Federal.