Governo do Distrito Federal
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16/11/18 às 17h59 - Atualizado em 16/11/18 às 18h03

Vigilância Ambiental alerta para cuidados em períodos de chuvas

 

O risco de contágio de doenças infectocontagiosas aumenta nos períodos de chuva, quando o contato com a água de áreas alagadas, com enchentes e transbordamento de esgotos e córregos se tornam mais frequentes, e as chances de acidentes com animais peçonhentos são potencializados.

 

Para orientar a população sobre os cuidados nessa época do ano, a Vigilância Ambiental em Saúde listou algumas dicas a serem observadas. Confira!

 

Cuidado com a água

 

– É essencial evitar contato com as águas das inundações e enxurradas. Caso isto seja inevitável, é recomendável permanecer o menor tempo possível na água ou na lama.

 

– Não permita que crianças nadem ou brinquem na água e na lama das inundações e enxurradas, pois, além do perigo das enxurradas, elas podem ficar doentes.

 

-Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos.

 

– Jogue fora medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados etc.) que entraram em contato com as águas da inundações e enxurradas, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados.

 

– Lave bem as mãos antes de preparar alimentos e ao se alimentar. Procure beber sempre água potável, que não tenha tido contato algum com a água de inundações e enxurradas, e a utilize no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano.

 

– Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por ao menos um minuto, ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água. Essa medida deve ser tomada caso o abastecimento da Caesb tenha sido interrompido ou em locais que façam uso de poços com água não tratada. O produto pode ser encontrado em farmácias ou supermercados. Na falta dessas opções, utilize água sanitária comum, tomando o cuidado de comprar apenas aquelas que tenham registro e não contenham outras misturas, como perfumes e corantes.

 

– Evite ao máximo ter contato com a água, principalmente de inundações. Caso seja inevitável, fique atento aos primeiros sintomas e procure um médico.

 

Aracnídeos

 

Aranhas e escorpiões usam o solo, encanamentos e dutos, como os de águas pluviais e fiação como abrigos. Com a ocorrência de chuvas e inundações, os abrigos de aranhas e escorpiões ficam inundados e eles acabam desalojados. O movimento natural é a busca por novos abrigos. Assim, para que as residências não sirvam de morada para esses animais, siga as seguintes orientações:

 

-Bloqueie os ralos das residências, seja de pia de cozinha ou banheiro, tanques, ou mesmo os ralos de chão têm que ficar fechados, com tampa, tela ou dispositivo de abrir e fechar; os vãos entre o chão e as portas da casa têm que ser fechados, usando dispositivos para a vedação de porta.

 

– Tomadas e interruptores também servem de acesso. Deixe-as bem tampadas. Não se esqueça de observar se há furos e/ou frestas que permitam acesso de animais em paredes, forros ou telhados e, caso haja, busque meios de vedá-los imediatamente.

 

– Caso o responsável pela residência opte pelo uso de controle químico, o importante é considerar que os princípios ativos também podem causar o desalojamento dos animais, portanto, antes da aplicação, realize as medidas apontadas anteriormente para o bloqueio físico da residência.

 

Roedores

 

Os ratos são uns dos principais transmissores da doença para o homem. Eliminam as leptospiras pela sua urina, contaminando o ambiente. Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama contaminada poderá se infectar. A Leptospira penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou arranhão.

 

Os principais sintomas são:

 

– Febre, dor muscular (panturrilha), náuseas e vômitos, cefaléia, icterícia (pele e mucosas amareladas).

 

– Se for necessário adentrar locais de alagamento sempre usar equipamentos de proteção como galochas e luvas ou até mesmo sacos plásticos.

 

– Para evitar ratos, deve-se manter os alimentos armazenados em vasilhames tampados e à prova de roedores.

 

– Acondicionar o lixo em sacos plásticos e em locais elevados do solo, colocando-o para coleta pouco antes do lixeiro passar.

 

– Caso existam animais no domicílio (cães, gatos e outros), é importante retirar e lavar os vasilhames de alimento do animal todos os dias antes do anoitecer, pois ele também pode ser contaminado pela urina do rato.

 

– Manter limpos e desmatados os terrenos baldios.

 

– Jamais jogar lixo à beira de córregos, pois além de atrair roedores, o lixo dificulta o escoamento das águas, agravando o problema das enchentes.

 

– Grama e mato devem ser mantidos roçados, para evitar que sirvam de abrigo para os ratos.

 

– Fechar buracos de telhas, paredes e rodapés para evitar o ingresso dos ratos para dentro de sua casa.

 

– Manter as caixas d’água, ralos e vasos sanitários fechados com tampas pesadas.