Governo do Distrito Federal
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12/03/21 às 15h06 - Atualizado em 13/03/21 às 15h13

Vigilante: uma profissão muito presente dentro do universo da Secretaria de Saúde

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Neide Nunes é vigilante há dez anos e atua na ADMC. Ela conta como concilia a rotina de trabalho com os filhos

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Uma carreira que antes era marcada pela presença masculina, hoje tem se tornado cada vez mais comum entre o sexo feminino. Encontrar mulheres trabalhando como vigilantes não é mais tão difícil, principalmente nas unidades de saúde da rede pública. Simpatia e cordialidade são marcas registradas no trabalho da vigilante Neide Nunes, de 48 anos. Ela é vigilante há dez anos e trabalha na Secretaria de Saúde nos últimos três.

 

Neide atua na ADMC da Secretaria de Saúde há 3 anos – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Ela é responsável por filtrar as pessoas que adentram o gabinete e outras áreas internas da Secretaria de Saúde. É um trabalho que demanda bastante atenção, cautela, observação e simpatia com as pessoas.

 

“É preciso manter a calma, ter paciência, simpatia e manter a cordialidade com todos. Eu gosto de lidar diretamente com as pessoas, é uma profissão que proporciona um aprendizado diário. Além disso, prezo pela humanização no atendimento, conversar olhando nos olhos e sempre sem alterar o tom de voz”, explica.

 

Desde que começou a pandemia ela conta que seu trabalho tem sido bem maior e mais cauteloso, pois muitas vezes as pessoas querem desrespeitar as orientações de uso de máscara e não aglomerar, e quando ela faz alguma observação, às vezes é menosprezada por sua função, por ser vigilante.

 

“Tenho muito orgulho de ser vigilante e trabalhar atendendo o público, por isso, trato todos muito bem e adoro o que eu faço. Nós aprendemos muito com as outras pessoas. Busco manter uma boa relação com todos aqui no meu local de trabalho e adoro trabalhar na Secretaria de Saúde”, informa.

 

No mês da mulher, profissionais que atuam na Secretaria de Saúde são homenageadas – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Neide trabalha na escala de 12h por 36h, ou seja, em dias alternados. No período que está de folga ela diz que cuida sozinha do casal de filhos adolescentes, de 17 e 12 anos.

 

“Na minha casa somos só nós três. Eu procuro deixar a comida feita para eles não terem que se preocupar no dia que estou trabalhando e dividimos as tarefas de organização da casa. Nossa relação é muito boa, com muito diálogo, me apoiam em tudo. Tenho filhos maravilhosos, que se preocupam comigo, fazem massagem quando chego cansada. São super atenciosos”, afirma.

 

Sobre o mês da Mulher, a vigilante conta que cresceu cercada em meio ao machismo, tanto que seu pai nunca deixou ela aprender a andar de bicicleta. Por isso, ela acredita que a data deve chamar a atenção da sociedade para o respeito às mulheres e às suas capacidades.

 

“A mulher não é fraca. Temos força e garra para lutar por nossos objetivos. Com muita luta e suor conseguimos alcançar nosso lugar. A sociedade precisa entender que somos capazes de desempenhar qualquer função com maestria e qualidade”, conclui.

 

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