Governo do Distrito Federal
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3/03/21 às 11h30 - Atualizado em 3/03/21 às 15h55

Vigilantes têm papel fundamental na linha de frente do combate ao coronavírus

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Profissionais são responsáveis pela segurança e muitas vezes por repassar informações aos pacientes

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Entre os Heróis da Saúde que enfrentam há um ano a pandemia do novo coronavírus, além de médicos, enfermeiros e profissionais formados na área de assistência à saúde, também estão os profissionais de outras áreas que lidam diariamente com os pacientes acometidos pela doença e seus familiares. Há os vigilantes, que são peças fundamentais dentro de uma unidade de saúde, responsáveis pela segurança e, muitas vezes, repassar informações.

 

Pedro Teodoro de Sousa, de 58 anos, trabalha no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) há 25 anos. Neste longo período, já trabalhou por vários setores, mas estava lotado na emergência da unidade quando começou a pandemia.

 

Pedro Teodoro de Sousa foi o primeiro vigilante a receber a primeira dose da CoronaVac no DF – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

“Já vi muitas coisas nesses anos, mas até hoje essa pandemia foi o que mais assustou quem trabalha aqui. Perdi dois amigos queridos para a Covid-19, um deles era vigilante e o outro, técnico de enfermagem”, lamenta.

 

O vigilante conta que ficou muito receoso de se contaminar, principalmente porque o Hran passou a ser referência no atendimento a pacientes com Covid-19. O maior medo era pegar a doença e levar para dentro de casa, contaminar a filha e a esposa.

 

“Eu via todo dia chegando gente com coronavírus. Sempre usei máscara, lavo as mãos várias vezes, uso álcool em gel e não costumo entrar com a roupa do trabalho dentro de casa. Tomo todos os cuidados para não pegar Covid-19”, relata.

 

Pedro foi vacinado na solenidade de abertura da vacinação contra a Covid-19, no dia 19 de janeiro. Ele conta que ficou super feliz por ter recebido a imunização e, no último dia 10, tomou a segunda dose da vacina CoronaVac.

 

Pedro trabalha na emergência do Hospital Regional da Asa Norte – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Mesmo tendo tomado as duas doses da vacina, ele confessa que ainda tem medo de pegar a doença e, por isso, não relaxa nos cuidados diários. “Eu acho que só me sentirei seguro novamente quando toda a população for vacinada, aí sim, todos ficarão livres deste vírus”, afirma.

 

Pedro conta que atualmente vê muitas pessoas recebendo alta hospitalar e fica muito feliz com isso, pois é uma sensação de felicidade e alegria presenciar os encontros e abraços calorosos de familiares que estavam aflitos por ter alguém internado no hospital.

 

“Todos os dias há alta e isso enche nossos corações de fé e esperança de que venceremos essa doença que já tirou a vida de tantas pessoas”, finaliza.

 

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