Governo do Distrito Federal
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13/03/18 às 15h48 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Voluntários podem atuar em projeto de combate à violência contra mulheres

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Ação desenvolvida no Itapoã está com as inscrições abertas

BRASÍLIA (13/3/18) – “Enfrentamento a violência contra mulheres e meninas no Itapoã” é o nome do novo projeto que será desenvolvido pelas equipes de atenção primária da região administrativa. O objetivo é ampliar as ações frente às situações de violência contra a população feminina. Para execução da proposta, a idéia é reunir voluntários interessados em participar das atividades. Serão 30 vagas, abertas no Portal do Voluntariado até esta sexta-feira (16).

Podem se cadastrar voluntários sociais, estudantes e profissionais. “Após a seleção dos voluntários, iniciaremos as discussões para elaboração do projeto, construindo as ações com a participação dos voluntários, identificando as pessoas envolvidas em todas as esferas: política, social, cultural, educacional, bem como a saúde física, sexual ou psicológica, valorizando o saber de cada voluntário na construção e na pactuação das ações”, disse a gerente de Serviços da Atenção Primária à Saúde 2 do Itapoã, Fernanda Santana Gonçalves.

Também serão incluídas ações inovadoras nas áreas da arte, esportes, tecnologias da informação e de comunicação, mídia e campanhas. As ações já são promovidas pela “ONU Mulheres”, entidade das Nações Unidas voltada à prevenção da violência de gênero.

A proposta prevê, ainda, a realização de oficinas e rodas de conversas. “A participação das mulheres nos movimentos sociais podem despertá-las para questões comunitárias e como protagonistas, rompendo com o isolamento, fator encontrado em quase todas as situações de violência”, complementou Fernanda.

Segundo ela, os voluntários serão divididos em grupos para conduzir o processo em diferentes frentes:

1- Identificar instituições com o mesmo propósito e/ou que já venha realizando algum atendimento a estas mulheres e meninas.
2- Acionar a rede de proteção a mulher da região.
3- Identificar espaços comunitários para que as mulheres e meninas possam se reunir.
4- Criar rodas de conversa com troca de experiências e espaço para discussões sobre o tema.
5- Possibilitar oficinas a fim de reconhecer e valorizar o trabalho doméstico e de cuidado não remunerados.
6- Identificar no território habilidades e talentos para uma possível oficina de gerar renda.
7- Desenvolver conversas sobre a responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família.
8- Promover espaços onde a mulher poderá conhecer seus direitos.