Governo do Distrito Federal
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20/03/21 às 18h41 - Atualizado em 22/03/21 às 19h13

20 de março: dia de atenção à disfagia

Doença é considerada um fator de risco para pacientes Covid-19

 

AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Neste sábado (20) é celebrado o dia de atenção à disfagia, uma oportunidade para as entidades de saúde conscientizarem a população dos riscos da disfagia, que não é uma doença e sim um sinal/sintoma causada por algumas doenças. A disfagia ocorre quando um paciente apresenta alterações anatômicas, fisiológicas ou funcionais durante a deglutição de alimentos ou da própria saliva. Em casos mais graves a disfagia pode causar desnutrição, desidratação, pneumonia aspirativa e até a morte.

 

A doença é mais incidente após o envelhecimento de pacientes que sofrem de males neurológicos, ou que sofreram acidentes vasculares cerebrais, traumatismo cranioencefálico, traumas na face, alterações esofágicas ao longo da vida. Pacientes com câncer de cabeça e pescoço e que sofrem de refluxo também podem apresentar disfagia. Em 2020, a rede de saúde registrou 26 internações em função da disfagia.

 

De acordo com as fonoaudiólogas Adriana Piau e Gilmara Cardoso, apesar dos fatores históricos e dos sintomas surgirem em idades mais avançadas, a disfagia pode ocorrer em qualquer fase da vida. “ O diagnóstico, na maioria das vezes, é clínico e realizado exclusivamente pelo fonoaudiólogo. Nos casos de hospitalares a gente avalia o paciente ainda no leito e trabalha com exercícios respiratórios, vocais (pregas vocais) e de adequação dos órgãos fonoarticulatórios (língua, bochechas, lábios, palato mole), estimulação sensorial promovendo uma deglutição funcional para uma alimentação por via oral segura, afirma Gilmara.

 

Engasgos frequentes, pigarros, tosse durante ou imediatamente após a refeição, dor ou dificuldades para engolir são os principais sinais de disfagia. O acolhimento de pacientes com suspeita de disfagia é feito nas unidades básicas de saúde especializadas.

 

Fator de risco para a Covid-19

 

Por interferir diretamente no sistema respiratório, a disfagia é considerada como um fator de maior risco para os pacientes que contraem o coronavírus, como explica Adriana.

 

Neste momento de pandemia, em que as UTIs estão lotadas com pacientes de Covid-19, que apresentam período de intubação prolongado chegando à traqueostomia, o profissional fonoaudiólogo é de fundamental importância nesta unidade. Avaliamos os pacientes que passaram por intubação, uma vez que esta pode comprometer diretamente a função da deglutição levando a broncoaspiração. Nos pacientes com traqueostomia somos responsáveis pelo retorno de alimentação por via oral segura, ou seja, sem riscos de broncoaspiração, pelo processo de retirada da traqueostomia juntamente com a equipe multiprofissional e reestabelecer a qualidade vocal, relatam as fonoaudiólogas.

 

“A respiração interfere diretamente no padrão da deglutição. Se o paciente está com dificuldades respiratórias, se ele está cansado, monitoramos a coordenação respiratória, fonatória e respiratória, fazendo os ajustes necessários na consistência alimentar ou sugerindo via alternativa de alimentação (sonda)”.

 

Durante uma eventual internação por COVID 19 de um paciente disfágico alguns fatores podem dificultar e piorar o quadro do paciente. Contudo, a disfagia pode ser altamente tratável, mediante as terapias fonoaudiológicas.

 

Prevenção

 

Alimentar-se em posição confortável, de preferência sentado, em ritmo e velocidade confortáveis e seguros pode diminuir o risco da disfagia. Também é interessante evitar distrações durante a refeição, e, ao identificar consistências alimentares que causam dificuldades, procurar equipe de saúde para que as adaptações necessárias sejam feitas.

 

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