Governo do Distrito Federal
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4/04/16 às 17h30 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Alergias afetam 40% da população mundial

No Distrito Federal a estimativa é que um milhão de pessoas sejam alérgicas

BRASÍLIA (4/4/16) – A estimativa da Organização Mundial de Alergia (WAO) é que cerca de 40 por cento da população mundial sofre com algum  tipo de alergia. Para chamar a atenção para o problema, foi lançada nesta segunda-feira (4), a Semana Mundial de Alergia com o tema “Alergias ao polén – Adaptação às alterações climáticas.”

No Distrito Federal, o terceiro encontro sobre o assunto prevê uma série de atividades, como teatrinho e 10 palestras que serão ministradas em unidades do Recanto das Emas, Ceilândia, Brasília e Taguatinga. Não é preciso se inscrever. Nos encontros, os palestrantes irão falar sobre asma, rinite alérgica, conjuntivite alérgica, dermatite, urticária, entre outros temas.

“Segundo a coordenadora de Alergia e Imunologia da Secretaria de Saúde, Marta Guidacci, a estimativa é que no Distrito Federal aproximadamente 1 milhão de pessoas sejam alérgicas. ” No caso do Brasil, a alergia ao polén das flores, é mais comum no sul do país, já no DF, o principal fator desencadeante é o ácaro”, destacou Guidacci. 

A profissional explica que as fezes do ácaro causam as reações alérgicas. Elas estão presentes na poeira e em locais como colchões e travesseiros. Por isso, é essencial fazer o controle ambiental, com o uso de pano úmido para remover a poeira da casa e redução de pelúcias e cortinas. Também é necessário deixar a residência arejada. Colchões devem ser expostos ao sol, aspirados e trocados a cada cinco anos. Os travesseiro devem seguir os mesmos procedimentos, mas a troca deve ocorrer a cada três meses.

“As mudanças climáticas que ocorrem nas estações do outono e inverno também são fatores agravantes, porque a chuva e o vento dispersam os poluentes que intensificam as reações alérgicas e aumento das infecções virais (gripes e resfriados) que podem complicar doenças bacterianas como sinusite e pneumonia. Essas infecções podem precipitar crises de asma e piorar a rinite”, complementou a médica.

Marilene Cunha é uma das pacientes alérgicas ao ácaro. O tratamento durou cerca de cinco anos no Hospital do Base. “Desde criança eu sofria com o problema. Era uma sequência de espirros que não acabava. Segui essas orientações e também tomei a vacina para tratar o problema. Hoje não sinto mais nenhum sintoma”, disse.

A vacina de alergia é oferecida na rede pública dependendo do diagnóstico de cada paciente. A fórmula contém antígenos, substância que ao entrar em um organismo é capaz de modular a resposta imune.

MITO – Ao contrário do que os brasilienses pensam, o clima seco do Distrito Federal não favorece o surgimento de alergias. O ambiente úmido é propicio para a proliferação dos fungos e ácaros, que são os principais responsáveis pelas doenças alérgicas. “Brasília é um ótimo lugar para se viver. O tempo seco é melhor para o alérgico”, garante a coordenadora Marta.

TRATAMENTO – Quem tem olhos e nariz coçando, coriza, espirros e sintomas de alergia pode procurar atendimento nos centros e postos de saúde, onde será necessário obter o encaminhamento para um dos 11 centros de referência. Eles estão localizados nos hospitais de Base, da Criança, Materno Infantil, Asa Norte, Ceilândia, Sobradinho, Universitário de Brasília, Policlínica de Taguatinga, bem como centros de saúde do Paranoá, Recanto das Emas e Gama.