Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
5/10/15 às 11h58 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Alzheimer pode ser prevenido e cuidados retardam sua evolução

Enfermidade neurológica causa demência; pessoas acima de 60 anos têm mais chances de desenvolver a doença

BRASÍLIA (5/10/2015) – Uma doença que ainda possui causa desconhecida, o Alzheimer é um tipo de demência neurológica crônica sem cura. Segundo a coordenadora de geriatria da Secretaria de Saúde do DF, Larissa de Freitas Oliveira, a demência por Alzheimer pode afetar diferentes faixas etárias, entretanto, pessoas acima de 60 anos são mais suscetíveis.

“Com o avançar da idade a incidência aumenta significativamente. Entre os 65 e 69 anos, 1,4% das pessoas apresentam demências. Já entre as pessoas com 85 a 89 anos, esse percentual aumenta para 20,8%”, destacou Larissa Oliveira, ao lembrar que quando a enfermidade tem início antes dos 65 anos, a herança genética pode estar presente.

O Alzheimer é degenerativo, irreversível e progride para alienação mental. “A doença evolui lenta e progressivamente e seu curso pode variar entre 3 e 14 anos. Infelizmente, não sabemos as causas do Alzheimer, entretanto são conhecidas algumas lesões cerebrais características da doença”, informou a profissional.

info - alzheimer

PREVENÇÃO – Para prevenir o desenvolvimento da demência são necessários hábitos de vida saudáveis que devem ser praticados ao longo da vida, como:

– Controle de doenças prévias (hipertensão, diabetes, obesidade)
– Combate ao sedentarismo com prática de atividade física regular
– Evitar o tabagismo
– Uma complexa atividade intelectual e alta escolaridade são fatores protetores, portanto, é fundamental a estimulação das habilidades cognitivas (principalmente de atividades que estimulem a memória, como leitura e realização de novas tarefas).

TRATAMENTO – Atualmente, não há tratamento que seja capaz de interromper o curso da doença, mas ainda assim há muitas ações a serem feitas. Quem apresenta alguma demência ou suspeita deve procurar uma unidade básica de saúde, onde a equipe poderá dar suporte ao idoso e à família e, se necessário, encaminhar o paciente para ser atendido em um dos ambulatórios de geriatria da rede (confira aqui os endereços).

“O tratamento tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da pessoa com demência e de seus familiares. Tenta-se melhorar o desempenho da pessoa o máximo de tempo possível, estabilizar seus principais sintomas e dar suporte à família”, esclareceu a coordenadora de geriatria.

Segundo Larissa Oliveira, a família também deve buscar ações que promovam:
ESTIMULAÇÃO COGNITIVA: atividades que estimulem a utilização do cérebro
ESTIMULAÇÃO SOCIAL: estimulação da convivência familiar, afeto, atividades de lazer. Atenção deve ser dada para que o ambiente não se torne muito barulhento e com muitos estímulos simultâneos, pois isso pode precipitar uma agitação do paciente.
ESTIMULAÇÃO FÍSICA: a melhora da força e do equilíbrio contribui para uma maior independência e também estimula o cérebro.
ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE: de modo a deixar o local que o idoso vive o mais familiar possível. Também é importante manter o ambiente calmo, limpo e organizado.
SUPORTE FAMILIAR: é muito importante que a família busque orientações sobre a doença e sua evolução. Ter o apoio de uma equipe de saúde auxilia a família no enfrentamento das dificuldades.