Governo do Distrito Federal
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18/08/16 às 17h40 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Aparelho auxilia intubação de pacientes com lábios leporinos

Broncofibroscópio foi doado ao Hran esta semana

BRASÍLIA (18/8/16) – O ambulatório de fissurados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) recebeu um novo aparelho para facilitar o atendimento aos pacientes com fissura labiopalatal, mais conhecido como lábios leporinos. O broncofibroscópio, que custa R$ 18 mil, foi doado pela Associação Brasiliense de Apoio aos Fissurados (Abrafis) e pela Smile Train, instituição internacional que tem parceria com hospitais que tratam crianças com este problema.

“Esse aparelho é fundamental para qualquer serviço de anestesia”, comemora a anestesiologista Rosalice Miecznikowski. Segundo o coordenador do ambulatório de fissurados do Hran, o cirurgião plástico Marconi Delmiro, o broncofibroscópio auxilia na intubação em pacientes com vias aéreas difíceis, como é o caso dos pacientes fissurados.

As equipes de anestesia e do ambulatório de fissurados participaram, durante a tarde desta quarta-feira (17), de um breve treinamento para aprender a manusear o equipamento. A utilização também foi demonstrada em um manequim.

“Essa foi apenas uma introdução, oferecida pela empresa fabricante do aparelho. Mas em breve vamos fazer um treinamento maior com os profissionais”, explica Delmiro.

DOAÇÃO – Em maio, o ambulatório recebeu um outro aparelho para auxiliar no tratamento dos pacientes fissurados, a maioria crianças. O VeinViewer, que permite visualizar com nitidez as veias, facilitando a venopunção, foi comprado com dinheiro arrecadado em doações e em rifa organizada pelo grupo de voluntários São Francisco de Assis, Abrafis e pelo Serviço Multidisciplinar de Assistência aos Fissurados do Hran.

FISSURA – O lábio leporino é uma fissura que começa no lábio superior, dividindo-o em dois segmentos, podendo estender-se até o sulco entre os dentes incisivo lateral e canino, gengiva, maxilar superior e chegar ao nariz. Já a fenda palatina é quando o céu da boca não se fecha completamente.A cirurgia pode ser feita entre os 3 e 6 meses de vida. No caso da fenda palatina, é preciso esperar que a criança complete 1 ano e meio. Cada pessoa precisa fazer, em média, cinco cirurgias ao longo da vida.

SERVIÇO – O Hran é referência para o Centro-Oeste no trato da fissura labiopalatal. A equipe, multidisciplinar, é formada por enfermeiro, pediatra, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, cirurgiões crânio-maxilo-facial e buco-maxilo-facial, ortodontista, odontopediatra, serviço social e um grupo de apoio voluntariado.

Para ter acesso ao serviço, é preciso antes procurar um centro de saúde para uma consulta com um pediatra, que dará o encaminhamento para o setor de marcação. A solicitação de primeira vez é inserida no Sistema de Regulação. Os retornos já são marcados pelo próprio Hran.

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