Governo do Distrito Federal
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7/04/14 às 18h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Aparelhos dentários personalizados podem causar perda óssea

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Moda entre jovens é desaconselhada por especialista

A nova moda de usar aparelhos ortodônticos personalizados é perigosa, segundo o gerente de Odontologia da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), Sérgio Timóteo da Silva Mata. A prática de usar aparelhos dentários falsos pode levar a problemas irreversíveis na saúde bocal do jovem, principalmente pelo uso de materiais não aprovados pela junta ortodôntica, pela prática de realizar as trocas de borracha e a manutenção do aparelho em casa, manualmente.

O gerente de Odontologia da SES, Sérgio Timóteo da Silva Mata, explica sobre os riscos de se usar aparelhos apenas pelo valor estético. “O aparelho é colocado no paciente de forma que todo o movimento dos dentes seja planejado. Neste caso, é estudado a força que o aparelho vai exercer nos dentes e usar sem acompanhamento ou de forma independente faz com que os dentes se movimentem de forma não prevista, ocasionando em retração na gengiva e em perda óssea”, explica o doutor.

Outro problema dos aparelhos supracitados são os materiais usados pelos adeptos da moda, como cerdas de vassoura. Segundo o Dr. Sérgio, é um risco enorme e incalculável. “Essa prática pode acarretar em deformidades tremendas, porque todos os utensílios utilizados nas clínicas ortodônticas são calibrados e escolhidos especificamente para o paciente em questão. O material que não foi preparado para esse fim vai aplicar uma força desproporcional e destruir o osso, que não haverá como ser reparado após o dano”, complementa o Gerente.

Para aqueles que desejam personalizar o aparelho, a única solução é procurar seu dentista. “Deve-se falar com o dentista responsável pelo seu tratamento, que geralmente possui borrachinhas de outra cor ou até mesmo o ferro de cor diferente, mas nada de cerdas de vassoura ou materiais não regulamentados. Não é possível personalizar os aparelhos da forma que é feita pelos jovens sem prejuízos à saúde bocal”, diz Sérgio.

Por Paulo Cronemberger, da Agência Saúde DF
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