Governo do Distrito Federal
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6/05/19 às 8h00 - Atualizado em 6/05/19 às 15h46

Aquisição de aparelho possibilita realização de ablação no Hospital de Base

 

Procedimento beneficiou dois pacientes do Iges-DF

 

Após a aquisição de aparelho de Sistema de Mapeamento Tridimensional, o Hospital de Base (HB) realizou, na sexta-feira (03), dois procedimentos de ablação de taquicardia ventricular com mapeamento eletroanatômico.

 

Os pacientes internados na UTI Coronariana do HB, um de 47, e outro de 68 anos, portadores de Cardiopatia Chagásica e com cardiodesfibriladores implantados, foram os primeiros beneficiados após a aquisição do equipamento. Os procedimentos foram realizados pela equipe de Eletrofisiologia Invasiva, do Núcleo de Hemodinâmica.

 

Segundo a eletrofisiologista responsável pela execução das ablações, Carla Septimio Margalho, a taquicardia ventricular é uma arritmia complexa e com potencial risco de morte.

 

“Pacientes com doenças cardíacas podem desenvolver essa arritmia. A técnica da ablação é feita para eliminar o foco de arritmia localizada no coração”, explica a especialista.

 

A médica cardiologista do Núcleo de Hemodinâmica, Edna Maria Marques, considera que a nova aquisição possibilitará que o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF) atenda com ainda mais eficácia, proporcione melhor qualidade de vida e diminua as internações relacionadas a certos problemas cardíacos.

 

“Com a compra do equipamento de mapeamento, o eletrofisiologista poderá avaliar e fazer ablações de arritmias mais complexas e com melhor abordagem. Nesse sentido, os portadores de taquicardia ventricular, que fazem uso de medicação antiarrítmica e de marcapassos CDI que precisam controlar a arritmia com muitos choques, serão assistidos de forma mais satisfatória”, avalia.

 

A filha do paciente João Ferreira de Oliveira, 68 anos, que estava internado na UTI Coronariana desde o dia 22 de abril, destaca que a família está confiante e feliz pelo procedimento realizado.

 

“Toda a equipe, em especial a médica Carla, nos explicou direitinho sobre a maneira como o procedimento aconteceria e os resultados esperados. Por isso, estamos animados pelo meu pai ser um dos favorecidos por essa técnica aqui no Hospital de Base”, frisa.

 

ABLAÇÃO – Trata-se de uma técnica minimamente invasiva que, através de pequenos furos ou punções, leva cateteres até o coração, capaz de eliminar áreas doentes do miocárdio responsáveis pela alteração do ritmo cardíaco (arritmias). A ablação é uma forma de tratamento intervencionista, com baixo risco de complicações (menor que 1%), e alta probabilidade de sucesso (entre 90% e 99%).

 

Leilane Oliveira, do Iges-DF

Fotos: Davidyson Damasceno/Iges-DF