Governo do Distrito Federal
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5/12/12 às 19h31 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Balanço das ações nas regionais de saúde

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Inauguração da UPA do Núcleo Bandeirante reforça atendimento 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulga semanalmente balanços das ações desenvolvidas pelas Coordenações Regionais de Saúde. O objetivo é informar, por meio de entrevistas com os coordenadores, os projetos em andamento, obras executadas e serviços implantados para melhorar o atendimento ao paciente.

Melhorias no Núcleo Bandeirante, Cadangolândia, Riacho Fundo e Park Way

A médica Rita Cássia Paes Ribeiro é pediatra e assumiu a Coordenação Geral de Saúde do Núcleo Bandeirante em janeiro de 2011. Segundo ela, um grande desafio, porque a Regional é responsável não somente pela Saúde do Núcleo Bandeirante, como também da Candangolândia, Riacho Fundo I e II e Park Way. Juntas, as cinco cidades compõem uma área de mais de 126 km quadrados, o que gera a necessidade de uma atenção constante e redobrada em torno de todas as ações desenvolvidas em cada uma delas.

Ascom– Qual era a situação da regional quando a senhora assumiu a coordenação?

Dra Rita -Podemos dizer que foi preciso reorganizar toda a Regional. A parte física da coordenação, que funciona ao lado do centro de saúde 02 do Núcleo Bandeirante, convivia com um amontoado de entulhos e bens inservíveis. Também havia muitos vazamentos e poucautilização dos espaços disponíveis, o que comprometia o bom andamento dos serviços. A UPA Núcleo Bandeirante foi uma questão complicada, porque não havia um escoamento correto das águas da chuva. A unidade também não contava com ligação de água, luz, esgoto e telefone.

No Riacho Fundo II, quatro equipes da Estratégia Saúde da Família foram desalojadas. Isso foi resolvido com a cessão provisória de uma creche por parte da Secretaria de Educação para abrigar esses profissionais e continuar o atendimento à população. Agora estamos empenhados junto àSubsecretaria de Atenção Primária à Saúde, para a construção de uma clínica da família que possa acolher definitivamente esse pessoal.

Ascom– Quais os principais avanços que a senhora considera já ter alcançado?

Dra Rita– Na UPA, em parceria com a Novacap e a Administração Regional do Núcleo Bandeirante, conseguimos a construção de um muro de contenção para as águas da chuva e drenos para o escoamento. Ainda foram feitas as instalações necessárias de água, esgoto, luz, internet e telefone, assim como o mobiliário e equipamentos. Tudo em tempo recorde para que pudéssemos inaugurar o serviço o quanto antes, já que o prédio ficou abandonado por cerca de três anos. Dessa forma, desde o dia 28 de setembro a comunidade não só do Núcleo Bandeirante, como de todas as cidades vizinhas, passaram a ter onde recorrer em casos de urgência e emergência.

Também conseguimos melhorar o espaço físico da Coordenação de Saúde com a impermeabilização do telhado, o que acabou com os vazamentos. Trocamos o piso porque o anterior soltava placas que colocavam em risco a integridade dos servidores. Toda a área foi pintada e passou a contar com iluminação natural. Agora os servidores tem mais tranquilidade e conforto para trabalhar. Outra melhoria nesse sentido foi o reforço que obtivemos com a Saúde do Trabalhador, que hoje opera na Regional, inclusive com aulas de Tai chi Chuan e orientação para os profissionais com a colaboração de uma enfermeira do trabalho.

Ascom– Quais as peculiaridades da regional que engloba cinco cidades?

Dra Rita– Procuramos atuar sempre em conjunto com os moradores por meio de líderes comunitários, associações de moradores, associações comerciais e conselhos de saúde de forma a conseguir identificar as reivindicações de cada comunidade. A partir daí procuramos alinhar ao máximo possível o que essas populações desejam com o que é possível oferecer. A criação de um terceiro turno no centro de saúde 02 do Núcleo Bandeirante é um exemplo disso. A comunidade queria a continuidade do pronto atendimento, o que ficou inviável com a inauguração da UPA, que trabalha de uma forma muito mais ágil e eficaz nos caso de urgência e emergência. Assim, com o terceiro turno, podemos atender as pessoas que não tem como se consultarem de dia ou que necessitam fazer um controle da pressão arterial, por exemplo.

Também durante esses encontros percebemos a necessidade da implantação de um Núcleo de Atenção Domiciliar (Nrad) em nossas cidades, já que contamos com grande número de idosos ou adultos com problemas crônicos. Hoje atendemos uma clientela de 43 pacientes em casa, fornecendo além das consultas propriamente ditas, material, medicamentos e equipamentos.

Ascom– Quais os projetos para 2013?

Dra Rita– São muitos e alguns já estão sendo postos em prática. Ainda este mês conseguiremos antecipar a inauguração de um posto de saúde urbano que funcionará na Metropolitana, uma espécie de bairro do Núcleo Bandeirante. Funcionando ali, conseguiremos atender a demanda do local e também de vários moradores do Park Way. Também no Park Way, temos a previsão de implantar mais uma equipe do Saúde da Família no Córrego da Onça, já que temos uma funcionando na Vargem Bonita.

O Centro de Saúde 02 do Núcleo Bandeirante também passará pela primeira grande reforma em 45 anos de funcionamento. A mesma ampliação será feita no Centro de Saúde do Riacho Fundo I, que está com parte da estrutura deteriorada.Além disso, todas as unidades da regional deverão completar o processo de informatização, que já se encontra bastante adiantado no Centro de Saúde da Candangolândia, onde cerca de 60 servidores já foram treinados para inserir os prontuários dos pacientes no sistema de informação de saúde (TrackCare).


A grande estratégia que temos em vista, no entanto, será a conclusão do projeto e o início da construção do Hospital do Núcleo Bandeirante, numa área ao lado do Lar dos Velhinhos. A meta da Coordenação é que a população possa contar com um hospital com 70 leitos nas áreas de clínica médica e pediatria, além de exames e outros serviços hospitalares.