Governo do Distrito Federal
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25/10/12 às 19h07 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Balanço das ações nas regionais de saúde

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Obras e melhoriais em Sobradinho



A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulga semanalmente balanços das ações desenvolvidas pelas Coordenações Regionais de Saúde. O objetivo é informar, por meio de entrevistas com os coordenadores, os projetos em andamento, obras executadas e serviços implantados para melhorar o atendimento ao paciente.

Sobradinho

De janeiro a setembro deste ano o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) realizou quase 260 mil atendimentos de emergência e aproximadamente 96 mil ambulatoriais. Por dia, 850 pessoas passam pelo Pronto Socorro e 450 pelo ambulatório, além dos 2900 exames que são realizados.

Com o objetivo de atender de forma mais efetiva toda essa demanda, estão sendo realizadas diversas obras e programas, dentro e fora do hospital. Em entrevista, a coordenadora da regional de Sobradinho, Sobradinho II e Fercal, Joana D’arc, falou sobre programas e obras.

ASCOM – Quais foram os principais avanços dos últimos meses no Hospital Regional de Sobradinho (HRS)? E quais ações estão em andamento?

DRA. JOANA D’ARC – Os avanços e conquistas foram inúmeros, tanto na infraestrutura, como na organização dos processos internos de trabalho. Nós já conseguimos, por cessão da Terracap, um terreno de 20mil metros quadrados para construir um complexo de saúde; vamos implementar uma clínica da família na comunidade Nova Colina ainda este ano; estamos criando um Centro de Atenção Psicossocial aos usuários de Álcool e outras Drogas na infância e adolescência ( CAPS-AD I), em Sobradinho; fizemos um novo box de emergência para atender os pacientes no hospital; além de diversas reformas executadas nos espaços físicos e da aquisição de novos equipamentos, como vídeo laparoscópico, mesas cirúrgicas e focos cirúrgicos.

O Bloco Materno Infantil do hospital será inaugurado nos próximos meses. A obra tem aproximadamente 3 500 m², e foi orçada em 17 milhões de reais.Com a constituição de novas equipes, também conseguimos ampliar a Estratégia de Saúde da Família, que era de 17%, para 22%.

ASCOM – Explique os avanços o funcionamento do Bloco Materno Infantil proporcionará ao usuário.

DRA. JOANA D’ARC – O Bloco materno infantil representa a realização de um sonho para os servidores e usuários. A unidade foi planejada há mais de 15 anos e, somente agora concretizamos o tão esperado sonho. No passado, a unidade restringia-se a 40 leitos e uma pequena unidade de cuidados intermediários de neonatologia. Já o novo bloco terá alojamento conjunto com 52 leitos; oito leitos para gestantes de alto risco;Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI), com dez leitos; Unidade de Cuidados Intermediários neonatal (UCIN),com 19 leitos; salas para parto, pré parto e puerpério; auditório e banco de leite.

A unidade representa uma das maiores obras do atual governo na área de Saúde. E a população, não só de Sobradinho, mas de toda a região norte do Distrito Federal, se sentirá orgulhosa com os serviços prestados e com o atendimento humanizado.

ASCOM – Quais as melhorias do novo Box de emergência do HRS, já inaugurado?

DRA. JOANA D’ARC – O Box de emergência antigo encontrava-se totalmente inadequado. A infraestrutura era péssima e o mesmo profissional, que atendia a demanda da porta, era obrigado a prestar assistência aos pacientes graves, permanecendo no local por longos períodos até a estabilização do doente.

inauguramos um Box de emergência com um novo modelo de atenção, planejado para garantir atendimento mais humanizado aos pacientes e com melhor assistência. São quatro leitos anexos a UTI, para atendimento às emergências. A principal característica do local é a lotação de intensivistas para realizar o primeiro atendimento aos casos graves, garantindo assim, menor mortalidade e maior sobrevida desses pacientes.

A intenção também foi reduzir a sobrecarga do profissional clínico, que sofre com a demanda enorme na porta do Pronto Socorro. A equipe encontra-se satisfeita com o serviço e com os resultados. Já registramos o aumento do número de atendimentos e redução da mortalidade.

É importante mencionar também que, com uma equipe fixa e qualificada, há garantia de melhor atendimento e de conservação dos equipamentos, que também são caros.

ASCOM – O que está sendo feito no Programa Fila Zero?

DRA. JOANA D’ARC – O programa fila zero proporciona à instituição uma melhor utilização do Centro Cirúrgico. Geralmente, nos períodos noturnos e nos fins de semana, as salas são subutilizadas.

Com o Fila Zero aperfeiçoamos a utilização dos espaços e, em situações de grande demanda cirúrgica, conseguimos diminuir o número de pacientes internados a espera de vaga para operar.

Alguns serviços novos na instituição, que aguardam melhorias estruturais aproveitam o programa para realização de procedimentos cirúrgicos que não podem esperar, como o caso da cirurgia plástica reparadora. Nesses casos, os profissionais têm realizado mutirões para retirada de câncer de pele, entre outros.

As especialidades que mais operam utilizando o programa Fila Zero são: Ortopedia, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Ginecologia.

 

ASCOM – Como será a estrutura do novo Complexo de Saúde? E quais serão os benefícios para o usuário?

DRA. JOANA D’ARC – Existe uma área, em frente ao restaurante comunitário de Sobradinho II, que foi destinada à Saúde para ampliação dos serviços na localidade. O terreno é de 20mil metros quadrados e encontra-se em local de fácil acesso, próximo a comunidade e em frente a DF 420.

O Complexo de Saúde terá uma   Unidade de Ponto Atendimento (UPA) Tipo III para atenção às Urgências e Emergências de baixa e média complexidade, para cobertura de uma população de 200 mil a 300 mil habitantes; uma Unidade Básica para Sete Equipes (Clínica da Família) da Estratégia Saúde da Família; um       Centro de Atendimento Psicossocial aos usuários de álcool e drogas (CAPSad) e uma Academia de Saúde, de acordo com parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde, para promover ações de qualidade de vida, prevenção e promoção de Saúde.

Atualmente, existe um único Centro de Saúde e o CAPS AD tipo II na comunidade. Nenhum deles funciona 24 horas e a população tem que se dirigir a outra região administrativa para atendimento de urgência. Portanto, haverá um ganho social extraordinário. A região crescerá como referência em Saúde Mental e a proposta da Região de Cidade Saudável será contemplada com a ampliação da estratégia Saúde da Família e a Academia da Saúde.

As obras começaram com a construção da Clínica de Família, com previsão de entrega ainda este ano. As demais encontram-se em fase licitatória.

ASCOM – E na área de saúde mental, o que está sendo feito?.

DRA. JOANA D’ARC – Com relação à Saúde Mental Regional, nossa proposta é a ampliação, com reforma do atual espaço do CAPS-AD II em casa de acolhimento; construção do CAPS-AD III no Complexo de Saúde de Sobradinho II; reforma do prédio da Casa do Administrador de Sobradinho para funcionamento do CAPS-AD Infantil; além da inserção do Programa de Violência nos serviços. Desta forma, o quesito Saúde Mental fica completo ao credenciarmos os leitos hospitalares para desintoxicação. As obras devem ser iniciadas em 2013.

ASCOM – Como são decididos quais serão os próximos avanços?

DRA. JOANA D’ARC – As necessidades dos usuários são percebidas por meio dos dados epidemiológicos e, principalmente, do Conselho de Saúde local, que conta com a participação dos usuários, trabalhadores e gestores. Também são realizados Fóruns regionais para discussão de temas associados à Saúde e sugestões para melhorar o atendimento a população. Após discussões com todos estes setores, são estabelecidos os próximos projetos que serão realizados na regional.