Governo do Distrito Federal
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21/09/15 às 17h26 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Brasília sedia seminário internacional sobre aleitamento materno

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Evento tem a participação de 24 países

BRASÍLIA (21/9/15) – Começou nesta segunda-feira (21) o VI Seminário Nacional de Políticas Públicas em Aleitamento Materno, com a participação de 24 países. Essas nações comemoram os 10 anos da união de esforços para a construção da Rede Latino-ibero-afroamericana de Bancos de Leite Humano (RBLH).

O encontro, que se estenderá até sexta-feira (24), será marcado pela elaboração da “Carta de Brasília”, a terceira que será constituída na capital brasileira com validade de cinco anos. O documento contém as diretrizes que deverão ser seguidas pelos países participantes para ampliar as estratégias de segurança alimentar e nutricional neonatal. 

“O Distrito Federal tem uma rede de bancos de leite muito fortalecida e reconhecida internacionalmente. As nossas estruturas são equipadas de acordo com normas técnicas, que permitem oferecer leite de qualidade e promover ações efetivas que causam um grande impacto na saúde pública”, destacou a pediatra do Núcleo de Saúde da Criança, da Secretária de Saúde, Fernanda Canuto. 

A médica enfatizou que a capital federal é referência no cenário internacional no que tange aos programas de aleitamento materno, porque possui tecnologia a baixo custo para garantir um produto pasteurizado com qualidade. “Nós hoje temos suficiência em leite materno e apenas manter o aleitamento reduz em 13% a mortalidade infantil”, completou. 

“Temos grande inspiração em sediar esse evento no Distrito Federal, porque aqui está sendo desenvolvido um grande trabalho nos bancos de leite e temos que lembrar a participação do Corpo de Bombeiros Militar, que vai até as casas recolher esse alimento que é fundamental para salvar vidas. Graças a essa articulação é possível fazer esse trabalho”, elogiou o coordenador de Saúde da Criança, do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha. 

“No Brasil, nós também comemoramos os 30 anos da criação de políticas públicas em bancos de leite humano. Temos que celebrar essa data e discutir os avanços para estabelecer os nossos objetivos para um novo quinquênio da Carta de Brasília”, lembrou o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio. 

Em sua fala, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Luis Codina, reconheceu que há um grande esforço para promover a amamentação em diversos países, mas ainda é necessário caminhar para encontrar soluções e reduzir a mortalidade infantil. 

Após a abertura do evento, teve início a palestra com o representante do Centro de Relações Internacionais em Saúde, Paulo Buss. De acordo com ele, o aleitamento materno precisa ser entendido como uma política essencial em diversos países. Em locais como a África, a expectativa de vida é de 53 anos, ou seja, 27 anos a menos que em países de alta renda. Além disso, cerca de 885 mil pessoas não têm acesso à água potável e 2,6 bilhões não tem acesso a saneamento. 

“Essas condições favorecem a mortalidade infantil. Em 2013, 6,3 milhões de crianças morreram em todo o mundo por causas que poderiam ser evitadas, isso inclui o baixo peso e 45% das causas estão relacionadas a desnutrição. Esses dados são o suficiente para constar a necessidade dos bancos de leite”, finalizou.

PROGRAMAÇÃO – O evento se estende até sexta-feira (25). Confira aqui o cronograma de atividades.

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