Governo do Distrito Federal
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8/10/13 às 12h46 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

HBDF recebe 300 pacientes por mês para tratamento de laringe, brônquios e esôfago

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Unidade é referência no Brasil 

 A área da Broncoesofagologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) funciona durante 24 horas e chega a atender cerca de 10 procedimentos cirúrgicos por dia, inclusive pacientes de outros estados. A unidade, que fica no Bloco de Procedimentos Especiais do Ambulatório, trata de doenças e ocorrências relacionadas a vias aéreas (laringe e brônquios) e do esôfago.

Na emergência do hospital, seu principal papel é a remoção de corpos estranhos em vias áreas e digestivas, que podem levar à morte. Segundo o chefe do setor há dois anos, Anderson Roberto Rodrigues de Alencar, estes tipos de acidentes ocorrem geralmente em crianças.

“Porém, pacientes psiquiátricos, com retardos, que usam dentaduras e não têm sensibilidade, também estão predispostos a se acidentarem. Quando se mastiga algum alimento ou objeto com desatenção, o mesmo pode ir parar na faringe, ou esôfago. A pessoa também pode aspirá-lo e obstruir assim, a traqueia ou os brônquios, ficando com dificuldade para respirar”, explica.  

A unidade, referência no Distrito Federal e no País, atende pacientes de outras regiões constantemente, principalmente dos estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste.  Além disso, possui dez equipamentos de última geração, chamados de vídeo broncoscopia flexível e 14 profissionais. As intervenções, na maioria das vezes, são de pronta recuperação.

Casos clínicos

Entre os principais casos da especialidade está o atendimento a crianças que ingerem alimentos e objetos. Recentemente, por exemplo, um menino de um ano de idade veio do estado de Rondônia retirar uma espinha de peixe. “A espinha foi parar em seu pulmão. Por isso, a criança teve um grau de insuficiência respiratória aguda, pneumonia e precisou ficar na Unidade de Terapia Intensiva”, conta Anderson.

Ainda de acordo com o médico, ingestão de caroço de feijão, apito, agulha e brincos também acontece com frequência. Além disso, há outro tipo de obstrução, quando as crianças são vítimas de HPV, doença conhecida como vírus do papiloma humano.

“As crianças já nascem com a doença ou se contagiam por meio do leite materno. Estou atendendo um bebê de dois anos, com o vírus, que chegou traquiostomizada, (laringe e traqueia totalmente tomada por lesões papilomatosas). Tive que remover com pinça, cada pedacinho durante mais de quatro horas, e serão necessárias várias intervenções. Já realizei duas, e em dois meses, faremos a terceira”, destaca.

Veja algumas dicas para se evitar a ingestão ou aspiração de alimento e objetos indesejáveis:

– Não dar pequenos objetos para crianças enquanto choram se distraírem;

– Não oferecer para crianças na primeira infância, alimentos com sementes como amendoim, pipoca, frutas, como laranja, melancia, entre outros;

– Tomar cuidado com brinquedos, com partes pequenas que podem se soltar;

– Todas as mães devem ter atenção e realizar o pré-natal antes do parto, com o intuito de se prevenir da lesão por HPV e realizar um tratamento rápido.

 

Amandda Souza