Governo do Distrito Federal
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17/05/13 às 21h24 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Caminhada da Saúde Mental em Samambaia atrai duzentas pessoas

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Aproximadamente 200 pessoas participaram da caminhada “Terceiro Passo da Saúde Mental”, na última quinta-feira (16), na Avenida Comercial de Samambaia Norte, que foi organizada pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II de Samambaia, com apoio do CAPS III-AD e da Rede Social local.

“É um movimento muito importante, que dá voz aos usuários da saúde mental, que ainda são excluídos. É também uma forma de chamar a atenção da comunidade e trazer à tona um tema que sofre preconceito”, informou a gerente do CAPS II de Samambaia, Laila Melo Dantas.

O ato, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial – 18 de maio, contou com as presenças de pacientes e familiares, representantes de outras unidades, como do CAPS AD de Ceilândia, CAPS II de Taguatinga, centros de saúde, CRAS, entre outros.

A caminhada teve início em frente ao Corpo de Bombeiros e terminou no Ponto de Encontro Comunitário (PEC), na quadra 206, com uma apresentação de forró. Os participantes vestiram camiseta branca e carregaram balões verdes, em representação à saúde mental.

A paciente Queile Aparecida, 36 anos, elogiou o atendimento do CAPS II de Samambaia. “Vivia trancada, não podia ver multidão, hoje estou feliz em estar aqui. Depois do tratamento que estou recebendo, penso até em voltar a trabalhar”, declarou.

Antônio Veras, de 53 anos, fez questão de acompanhar o filho, que faz tratamento no CAPS II, há um ano. “Trabalho como vigilante e estive de serviço esta noite, mas vim acompanhar meu filho nesse movimento. Só tenho a agradecer o atendimento da unidade, que faz bem para mim e para ele”, afirmou.

Samambaia conta atualmente com um CAPS II, destinado ao atendimento de pessoas em sofrimento mental grave e um CAPS AD, tipo III, que presta assistência, 24 horas, a usuários adultos de álcool e outras drogas.

Histórico

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é considerado um marco na mudança do tipo de assistência oferecida às pessoas com sofrimento psíquico grave, o que também desencadeou a criação da Política Nacional de Saúde Mental e a implantação dos CAPS em substituição à lógica de exclusão social dos hospícios/manicômios.

Os CAPS têm a finalidade de prestar atendimento a pessoas com grave sofrimento psíquico, a fim de diminuir e evitar internações psiquiátricas, bem como de articular-se com a rede de serviços da comunidade, de modo a favorecer a reinserção social.

Iêda Oliveira