Governo do Distrito Federal
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12/09/16 às 15h30 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Vacinação antirrábica bate recorde dos últimos 13 anos

Meta da Secretaria de Saúde é vacinar mais de 270 mil animais em todo o DF

BRASÍLIA (12/09/16) – A primeira etapa da campanha antirrábica, na área urbana, ocorrida no sábado (10), vacinou 75.917 mil cães e gatos, o melhor resultado dos últimos 13 anos. A equipe da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) vai manter a mobilização para a segunda etapa, realizada no próximo sábado (17), em Ceilândia, Brazlândia, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga, Estrutural, Guará I e II, das 9 às 17 horas.

Em agosto, a cobertura na área rural, encerrada no dia 27, também registrou recorde de aplicações, com mais de 32 mil animais vacinados. Para o médico veterinário Laurício Monteiro da Cruz, da Vigilância Ambiental em Saúde, esses números expressivos só foram obtidos com a “divulgação intensiva da campanha junto à mídia convencional e eletrônica, o estabelecimento de parcerias institucionais, a logística proporcionada pela SVS e a adesão da população ao chamamento”.

As parcerias com a Secretaria de Agricultura do DF, Emater, as três Forças Armadas, Unb, faculdades de medicina veterinária, como Uniceub, Faciplac, Icesp, Upis e Unidesc, que apoiaram com a cessão de profissionais do setor, na visão do veterinário, foram de “grande importância para a obtenção dos resultados”. Mas ele também credita ao apoio da SVS, principalmente na logística de transporte, a superação das metas da campanha.

No total, somando-se as etapas rural e urbana, a Secretaria de Saúde do DF pretende vacinar mais de 270 mil cães e gatos saudáveis acima de 3 meses, mesmo que estejam prenhes ou amamentando. “Os animais devem ser levados por pessoas adultas, sempre conduzidos na guia, com focinheira no caso dos mais agressivos, ou em caixa de transporte apropriada”, orienta Laurício Cruz, que conclama a população “a continuar comparecendo aos postos e manter a raiva longe do DF”.

DOENÇA – A raiva pode ser transmitida para o homem pela introdução do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado, principalmente por meio de mordida. A doença tem 100% de letalidade. “Existem apenas seis casos de cura da raiva no mundo”, frisou Laurício Monteiro.

Os cães, gatos e os mamíferos silvestres, como morcegos e raposas, são considerados os animais de alto risco para transmissão do vírus da raiva humana.

ESTATÍSTICA – Estima-se que, anualmente, a rede pública de saúde do DF atenda 15 mil vítimas de agressão de animais domésticos, como cães e gatos. A orientação do veterinário da Vigilância Ambiental, Laurício Medeiros, é que a pessoa mordida lave imediatamente o ferimento com água e sabão em barra, procure o centro de saúde mais próximo e comunique ao Disque Saúde (160).

No caso do animal com suspeita de raiva ou infectado, ele deverá ficar em observação por dez dias, em local seguro, recebendo água e comida normalmente. Durante este período, verificar se apresenta algum sinal suspeito de raiva.

Em seres humanos, o tempo entre a infecção e o aparecimento da doença varia entre 7 e 10 dias. Entre os sintomas, estão convulsão, febre baixa, perda de função muscular, excitabilidade, agitação e ansiedade.

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