Governo do Distrito Federal
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18/11/13 às 19h44 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde realiza capacitação em Hepatites Virais no Guará

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O Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde do Guará realiza até quarta-feira (20), capacitação do 3º Módulo com o tema Hepatites. Serão abordados os aspectos clínicos e epidemiológicos das hepatites A, B e C e os participantes receberão informações atualizadas sobre os boletins, os fluxos, rotinas e notificação da doença.

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória no Brasil e utiliza o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) como principal fonte de dados. A partir desse sistema, a análise epidemiológica oferece orientação técnica permanente para os profissionais de saúde envolvidos na decisão e execução de ações para a prevenção e o controle desses agravos.

Trabalhar o tema adequadamente é um desafio para a Saúde Pública devido às especificidades dos seus diversos agentes etiológicos. Segundo Sônia Geraldes, facilitadora no Módulo, o mundo das Hepatites é bem complexo porque há diferentes mecanismos de transmissão e diversas formas clínicas resultantes das infecções por esses vírus.

“É preciso pensar no tipo de Hepatite para fechar o diagnóstico clínico epidemiológico e, assim, pedir o exame corretamente. É complexo porque existe a Hepatite A que se pega em água contaminada, por exemplo, mas tem também a Hepatite B que é silenciosa e tem um poder de transmissão maior. O profissional precisa estar bem preparado para realizar esse diagnóstico precoce que é fundamental para a Hepatite B e C, antes que o paciente evolua para uma cirrose ou câncer no fígado”, afirmou Sônia.

A maior dificuldade encontrada pelos profissionais de saúde são os marcadores sorológicos, devido às diversas letras existentes, principalmente na Hepatite B. A capacitação vem suprir a necessidade de identificação, assertividade nos processos de captação do paciente e medida de controle.

“Além de diagnosticar a doença, é necessária a investigação para posteriormente, serem implantadas as estratégias para prevenção e controle da doença. Então, é essencial o profissional se perguntar o porquê da área dele estar com uma incidência alta da doença. Para isso, ele precisa se capacitar para ir além do exame e diagnóstico”, declarou Sônia.

Gisele R. Araújo, servidora do Centro de Saúde nº 03 do Guará, participou pela primeira vez no Módulo I de HIV, AIDS e Transmissão Vertical, e garante que é uma oportunidade de crescer e atualizar os conhecimentos já adquiridos ao longo da trajetória profissional. “Aqui eu estou aperfeiçoando e agregando mais informações. Além de conhecer novas pessoas e de colocar em prática a vigilância epidemiológica que tem que ser feita também pelo profissional. Cada um acaba sendo um investigador e ele tem que participar da prevenção e controle das doenças infectocontagiosas. A dinâmica no curso é diferenciada. Não vejo só slide. Nós estudamos os casos problematizados”, afirmou.

As Hepatites B e C são as que mais preocupam os profissionais de saúde porque podem evoluir e se tornarem crônicas, causando a cirrose e até o câncer. Atualmente, existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B. O Ministério da Saúde oferece vacina contra a hepatite B nos postos de saúde do SUS e contra a hepatite A nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Não existe vacina contra a hepatite C, o que reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade, bem como entre grupos vulneráveis, por meio de políticas de redução de danos.

Por Érika Bragança da Agência Saúde DF
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