Governo do Distrito Federal
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27/02/19 às 11h00 - Atualizado em 28/02/19 às 11h06

Carnaval acende alerta para prevenção de infecções sexuais

 

 

 

A prevenção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) deve ser uma rotina. Mas, na época de Carnaval, o alerta precisa ser redobrado, uma vez que o período é propício ao sexo desprotegido. No cenário epidemiológico do Brasil e do Distrito Federal, a sífilis é a principal preocupação das autoridades sanitárias.

 

“Hoje, a sífilis constitui um problema de saúde pública nacional, tanto pelo grande número de casos quanto pelas suas complicações”, ressalta a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), da Secretaria de Saúde, Rosângela Ribeiro.

 

Dados do último boletim epidemiológico da pasta, produzido em 2018, apontam que o coeficiente de detecção da sífilis adquirida aumentou de 46,7%, em 2016, quando foram registrados 1.389 casos, para 52,2%, em 2017, ano que fechou com 1.588 casos.

 

A maior proporção de infectados ocorreu no sexo masculino, na faixa etária de 20 a 29 anos. Neste público, foram 1.033 casos em 2016, e 1.078 em 2017, enquanto as mulheres totalizaram 356 e 510 nos mesmos períodos, respectivamente.  “O coeficiente de detecção da sífilis em gestantes também subiu de 8% para 8,7%, e o de sífilis congênita, de 5,2% para 6,2%, entre 2016 e 2017”, complementa Rosângela.

 

DOENÇA – A sífilis é uma IST, cujo agente etiológico é o Treponema pallidum, uma espécie de bactéria gram-negativa, com forma espiral, do grupo das espiroquetas. Ela pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou o parto.

 

A apresentação dos sinais e sintomas da doença é muito variável e complexa. Quando não tratada, evolui para formas mais graves, podendo comprometer os sistemas nervoso, cardiovascular, respiratório e gastrointestinal.

 

“A sífilis é uma enfermidade sistêmica, exclusiva do ser humano. Tem como principal via de transmissão o contato sexual, seguido pela transmissão vertical para o feto durante a gestação de uma mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente”, esclarece a gerente.

 

 

 

Ailane Silva, da Agência Saúde

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF

Infográfico: Rafael Ottoni