Carta de Serviços – Transplantes

O que é a Central Estadual de Transplante?

A Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF) é responsável pela coordenação das atividades de transplantes no âmbito do DF, abrangendo a rede pública e particular de saúde. É de sua exclusiva competência as atividades relacionadas ao gerenciamento do cadastro de potenciais receptores, recebimento das notificações de morte encefálica, promoção da organização logística da doação e captação estadual e/ou interestadual, bem como a distribuição dos órgãos e/ou tecidos removidos no Distrito Federal.

Como fazer contato com a Central de Transplante?

A Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal fica localizada no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), 1º Andar. Endereço: SDN Conj. A Edifício Sede – Centro, Brasília – DF. O funcionamento é ininterrupto e os telefones de contato são (61) 2017-1145 (ramal 6900) / 99109-3699. O contato também pode ser realizado pelo e-mail centraldetransplantedf@gmail.com.

O que é o Banco de Olhos?

O Banco de Olhos é responsável pela retirada, transporte, avaliação, classificação, preservação, armazenamento e disponibilização dos tecidos oculares doados. As equipes também realizam a procura de potenciais doadores de tecidos oculares para transplante, entrevista os familiares com a finalidade explicar o processo de doação. É a equipe transplantadora quem que faz a retirada do material doado e realiza a cirurgia no receptor.

A doação de córnea somente é possível após o falecimento, ou seja, não pode ser doada em vida, e deve ser captada em até 6 a 12 horas após a parada cardíaca.

O Banco de Órgãos e Tecidos (Banco de Olhos) do DF funciona 24 horas e pode ser contatado pelos telefones (61) 3550-8869, (61) 99556-9117 (também WhatsApp) e e-mail: bancodeolhosdf2012@gmail.com.

O que é o Núcleo de Organização de Procura de Órgãos?

Núcleo diretamente subordinado a Central de Transplantes do Distrito Federal que atua na promoção da cultura de doação de órgãos e tecidos no DF. Juntamente com as equipes assistenciais dos hospitais garante o diagnóstico de morte encefálica seguro e transparente aos pacientes internados em unidades críticas.

Também oferece às famílias enlutadas acolhimento e a possibilidade da doação de forma livre e esclarecida e organiza todo o processo de doação e captação de órgãos e tecidos em parceria com a CET-DF e Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT). Funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana ininterruptamente.

O Contato com o Núcleo pode ser feito pelos telefones: (61) 3550-8879, (61) 99175-2718 (também WhatsApp) e e-mail: opodistritofederal@gmail.com, para notificações de potenciais doadores em morte encefálica e esclarecimentos a respeito da doação de órgãos e transplante. Valores: ética, humanização, qualidade, continuidade, transparência, controle social, educação e formação.

O que o cidadão deve fazer para ser doador de órgãos?

Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo da doação, que só vai acontecer após a autorização dos familiares.

Há dois tipos de doador:

O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

O segundo tipo é o doador falecido. São vítimas de lesões cerebrais irreversíveis, com morte encefálica comprovada pela realização de exames clínicos e de imagem. Para ser doador de órgãos, é necessário conversar com sua família sobre o seu desejo em ser doador para que seja possível a autorização de doação.

Para quem vão os órgãos doados?

Os órgãos doados vão para os pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, controlada por um sistema informatizado disponibilizado pelo Ministério da Saúde para a Central Estadual de Transplantes.

O Distrito Federal oferta quais serviços de transplante?

No Distrito Federal são realizados transplantes pelo Sistema Único de Saúde dos seguintes órgãos e tecidos: coração, rim, fígado, córneas e medula óssea. A rede privada oferece as mesmas modalidades de transplante, mais o transplante de tecido ósteo-condro-fascio-ligamentoso.

No Hospital de Base e no Hospital Universitário de Brasília são feitos os procedimentos de rim e córnea. Contratado pela Secretaria de Saúde, o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) faz transplantes de coração, rim, fígado, córnea e medula óssea. O Hospital da Criança de Brasília José Alencar realiza transplante de medula óssea autólogo pediátrico.

Como o paciente entra na lista de espera para aguardar um órgão?

Os cadastros de potenciais receptores são realizados pelas próprias equipes habilitadas em realizar os transplantes nos estabelecimentos de saúde do Distrito Federal. Após avaliação médica com consulta e exames especializados, o médico comprova a necessidade de transplante e insere o paciente na lista única. O paciente pode ser inserido na lista como potencial receptor por estabelecimentos privados ou públicos.

Como funciona a lista única dos pacientes que precisam de transplante?

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitarem de um transplante e estão aguardando em lista única no Estado, gerida pela Central de Transplantes do Distrito Federal e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes. Para receber um órgão, o paciente deve estar inscrito nesta lista única respeitando-se a ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso.

Como funcionam os ambulatórios de transplantes?

Os Ambulatórios de Transplantes são compostos por equipes multiprofissionais especializadas. Nele são realizados dois tipos de atendimento:

Pré-transplante: o paciente inicia o preparo para o transplante, sendo solicitados os exames necessários e dadas orientações quanto à realização dos mesmos. Após a avaliação médica, e confirmado a necessidade de transplante, o paciente é encaminhado para a lista de espera de transplante e permanece aguardando. No caso de doador vivo, após a realização dos exames, é agendada consulta para paciente e doador e a cirurgia de ambos.

Pós-transplante: após a alta hospitalar, o paciente permanece em acompanhamento médico e realizando os exames periódicos necessários. No início, o retorno é semanal, depois quinzenal e, mediante a evolução, passa a ser mensal e trimestral; havendo alguma intercorrência, poderá voltar antes do período previsto.

Durante todo o processo pré e pós-transplante, o paciente é acompanhado pela equipe multiprofissional.

Todos esses transplantes são realizados pelo SUS?

Dentre os serviços credenciados no Distrito Federal, apenas tecido músculo-esquelético não possui centro transplantador credenciado para transplante pelo SUS.

Como posso consultar a lista de espera?

Para consultar as listas de espera para transplantes, basta acessar o site do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), em seguida clique no link “Prontuário do paciente” e vá até o cadastro técnico do órgão que você aguarda o transplante. Preencha os campos solicitados e clique na lupa para buscar.