Governo do Distrito Federal
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27/02/18 às 10h03 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Centro de referência para hérnia e vesícula atinge marca de 1.055 cirurgias

Unidade em Samambaia faz 11 procedimentos por dia, de pequena e média complexidade

BRASÍLIA (27/2/18) – O Centro de Referência em Cirurgias Eletivas de Pequena e Média Complexidade — Hérnia e Vesícula, que começou a funcionar no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) em novembro de 2016, já realizou 1.055 cirurgias até 31 de janeiro deste ano.

Do total de procedimentos, 1.050 foram operações de hérnia e vesícula, áreas em que o centro é referência no Distrito Federal. As cinco cirurgias restantes foram de reconstrução intestinal ou de cisto pilonidal, uma doença crônica comum que é caracterizada pela formação de um cisto em qualquer tecido do corpo.

“Consideramos o número bem positivo. Toda a equipe está empenhada em não permitir cancelamentos sem causa justificada”, informou Michelle Lucas Nogueira, chefe do Núcleo de Planejamento, Monitoramento e Avaliação do HRSam.

Diariamente, são feitas, em média, 11 cirurgias no regional de Samambaia, de pequena e média complexidade. Como a demanda para hérnia é maior, cerca de dois terços dos procedimentos são nesse quesito, enquanto o restante costuma ser para vesícula.

Cada cirurgia dura aproximadamente uma hora. O tempo de internação médio é de 35 horas, mas 45% dos pacientes já são liberados um dia após o procedimento.

PROTOCOLO – Pelo protocolo operacional padrão, o paciente vai a uma consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) e, havendo suspeita da necessidade de cirurgia, é encaminhado ao cirurgião-geral, no Hospital de Samambaia. Sendo confirmado o diagnóstico, o paciente faz os exames de risco cirúrgico e entra para o mapa de cirurgia.

Atualmente, com a mudança de fluxo e a criação do centro de referência, o tempo médio de espera entre a primeira consulta e a cirurgia caiu de um ano para apenas 65 dias.

“O que fizemos para reduzir esse tempo foi, principalmente, alinhar as especialidades, analisar nossas capacidades e, diante disso, organizarmos nossos serviços e mantermos o monitoramento dos nossos resultados, para sempre buscar a qualidade do processo”, explica Nogueira.

A Secretaria de Saúde tem trabalhado para atualizar a lista de pacientes que aguardam cirurgias eletivas de hérnia e vesícula. A intenção é zerar a fila de espera que, hoje, pode chegar a cerca de 7 mil procedimentos.

MEMÓRIA – A ideia de criar o centro de referência surgiu devido às conclusões de uma dissertação de mestrado, com a participação da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde (Fepecs), da Universidade de Brasília (UnB) e de uma universidade da Califórnia. O trabalho acadêmico mostrou que as cirurgias de hérnia e de vesícula não eram feitas na rede pública de saúde por sempre concorrerem com outras mais graves.

Para possibilitar essas cirurgias, as vítimas de trauma do Hospital de Samambaia foram redirecionadas para o de Taguatinga. Com essa mudança de fluxo, sobraram mais horas de profissionais para realizar as cirurgias de hérnia e vesícula, classificadas como eletivas – as sem caráter de urgência ou emergência, com diagnóstico estabelecido e possibilidade de agendamento. 

O Hrsam também passou por adequações no laboratório, na radiologia, no centro cirúrgico, no ambulatório e nas salas de clínica médica. Além disso, quatro leitos de internação foram reabertos, totalizando 20 disponíveis para pacientes atendidos no centro de referência.