Governo do Distrito Federal
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27/03/17 às 18h22 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Cris Down comemora aniversário com 1,9 mil pacientes assistidos

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Serviço que funciona Hran oferece atendimento multidisciplinar para quem possui síndrome de Down

BRASÍLIA (27/3/17) – Com cerca de dois mil pacientes assistidos atualmente, o Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (Cris Down) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) comemorou o quarto aniversário nesta segunda-feira (27). Com o título de único serviço deste tipo no país, o programa atende crianças, adolescentes e adultos com equipe multidisciplinar para estimular o desenvolvimento físico e aprendizagem das pessoas com o diagnóstico. A comemoração ocorreu no auditório da unidade e contou com apresentação da Banda Musical da Base Aérea de Brasília, bem como desfile dos pacientes.

“Nós descobrimos a síndrome de Down no Lorenzo, que hoje tem três anos, durante o nascimento. Foi um susto, mas recebemos todo o suporte no Cris Down para lidar com todas as adversidades. Quero parabenizar a Secretaria de Saúde”, descreveu Katia Daniel Rodrigues, que recebe acompanhamento para o filho desde os três meses de vida. “Sem vocês, o Lourenzo não teria nem a metade do desenvolvimento que ele possui”, completou o pai, Charlles Henrique Alves.

A coordenadora do Cris Down, Moema Arcoverde, defende que não é possível prever o limite de desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down, por isso, elas devem lutar pela sua autonomia, sem que a alteração genética represente barreiras.

“Toda criança necessita de estímulos para se tornar competente em suas atividades, mas quem possui síndrome de Down precisa de um suporte diferenciado pelo atraso no desenvolvimento e características peculiares. Porém, elas podem, sim, trabalhar, estudar e desenvolver outras atividades. Temos que dar esse apoio e valorizar os seus potenciais”, argumentou.

EXPANSÃO – Segundo ela, a ideia é expandir os serviços para pessoas com a síndrome. Por isso, foi lançado, em fevereiro, o projeto Matriciamento, que começou a capacitar os servidores de Ceilândia, descentralizando o atendimento. A previsão é de que o treinamento termine neste semestre. “A partir daí, vamos referenciar os pacientes que moram em Ceilândia para serem acompanhados perto de casa”, informou Moema.

Allysson Mayer, 26 anos, é prova de que é possível ganhar autonomia. O paciente conseguiu, por intermédio de uma parceria entre o Senac e o Cris Down, iniciar um curso de garçom. “Estou fazendo o treinamento, porque quero entrar no mercado de trabalho e as pessoas precisam ter respeito, não só com as pessoas normais, mas com quem tem síndrome de Down”, disse.

Mirelle Campos, de um ano e quatro meses, também é acompanhada pelo Cris Down. “Descobri no parto que minha filha tinha síndrome de Down. Não estava esperando, porque fiz todos os exames de pré-natal e todos estavam com padrões normais. Não tivemos nenhum tipo de rejeição. O mais difícil foi descobrir que ela era cardiopata. Mas hoje ela está bem e é acompanhada pela equipe em fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional. O serviço é muito bom”, relatou a mãe.

SERVIÇO – O Cris Down conta com equipe médica de diversas especialidades, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e nutricionistas. As consultas são realizadas semestralmente e as terapias semanalmente.