Governo do Distrito Federal
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21/11/12 às 19h36 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Cuidados específicos para gestantes usuárias de drogas no Paranoá

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Gestantes e puérperas usuárias de álcool e outras drogas contam com uma linha de cuidados especializados na Regional de Saúde do Paranoá. As mães, assim como os recém-nascidos, recebem acompanhamento diferenciado por diversos setores da Saúde. “Essa estratégia foi desenvolvida em razão do significativo aumento no número de gestantes com esse quadro no hospital”, afirma o coordenador da regional de Saúde do Paranoá, Rommel Costa.

Segundo Sandra Aquino, Coordenadora do Programa de Atenção Integral à Criança (PAISC), “geralmente essas mulheres não possuem uma rede familiar estruturada, sofrem constantes violências e não aderem ao pré-natal, chegando ao hospital muitas vezes em trabalho de parto”. Sandra relata também que esta situação pode resultar em negligência com os recém-nascidos e aumentar o número de óbitos de bebês.

Para dar apoio a essas gestantes, foi criada na Regional uma linha de cuidados formada por uma rede, com a participação de vários setores. A assistência envolve a Diretoria de Atenção Primária a Saúde; Programa de Atenção Integral a Saúde da Criança; Programa de Atenção Integral a Saúde da Mulher; Programa de Atenção Integral a Saúde do Adolescente, Programa de Atenção a Violência, Núcleo de Saúde da Criança; Serviço Social; Unidades Básicas de Saúde (UBS); Núcleo de Atenção a Saúde da Família; Chefias da Unidade de Cuidados Intermediários, Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria; Gerência de Enfermagem; Banco de Leite; Ambulatório; CAPS II; CAPS Álcool e Droga e Conselhos Tutelares do Paranoá, Itapoã e São Sebastião.

Nessa nova estratégia, cada setor tem rotinas e fluxogramas determinados com as suas responsabilidades. Atualmente este fluxo está sendo apresentado aos diversos setores do hospital e UBS. Segundo Eleuza, o objetivo é que, em qualquer ponto de atenção a saúde em que a gestante for captada, todos conheçam o fluxograma e a linha de cuidados específicos.

Além disso, no momento em que a gestante recebe alta hospitalar, já é traçado um plano de ação para acompanhamento da mãe e do recém-nascido e, em seguida, são acionadas as UBS e identificadas as redes familiares e sociais.

Os setores mobilizados se reúnem mensalmente e realizam estudos de casos clínicos, identificando possíveis falhas para correções em outras situações. Esta problemática será inserida também no Plano Regional da Rede Cegonha, que está sendo discutido na regional e, futuramente, poderá evidenciar políticas públicas voltadas às reais necessidades dessa população.

Rafaela Marrocos