Governo do Distrito Federal
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10/02/21 às 15h17 - Atualizado em 10/02/21 às 16h20

DF alcança segunda maior produção cirúrgica histórica em 2020

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Mesmo com a pandemia e suspensão de cirurgias eletivas, número só não supera o do ano de 2019

 

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

 

A Secretaria de Saúde alcançou, em 2020, a segunda maior produção cirúrgica hospitalar histórica, desde 2009, com 63.948 cirurgias realizadas de janeiro a dezembro. Mesmo com as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, como a suspensão de cirurgias eletivas de junho a outubro – mês em que se iniciou a liberação gradativa dos procedimentos -, o ano passado só não supera 2019, quando foram feitas 68.247 cirurgias e não havia registro da Covid-19 no Brasil.

 

Os dados são públicos e estão disponíveis de forma transparente no portal Info Saúde-DF. O mês de março, quando houve o primeiro registro da doença no Distrito Federal, foi o que apresentou a maior quantidade de cirurgias na rede pública de saúde, com 6.892 procedimentos realizados. O segundo melhor mês foi abril, com 6.006 cirurgias e fevereiro, com 6 mil.

 

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, destacou a importância desse feito alcançado em plena pandemia da Covid-19, quando as cirurgias eletivas ficaram suspensas por vários meses. “Temos que comemorar essa produção cirúrgica e agradecer ao governador Ibaneis Rocha pelo apoio que tem dado à secretaria e pela sensibilidade em atender essas pessoas em situação de dificuldade”, disse Okumoto, acrescentando seu agradecimento aos servidores da SES-DF, principalmente aqueles que têm atuação direta com as áreas voltadas para a realização de cirurgias.

 

 

O Hospital de Base foi a unidade que mais fez cirurgias em 2020. Foram, ao todo, 11.331 procedimentos, entre urgências e emergências. O Hospital Regional de Santa Maria vem em seguida com 7.409 e o Hospital Regional do Gama aparece em terceiro lugar com 6.332.

 

Em todos os hospitais públicos do DF, com exceção daqueles que não possuem maternidade, como o Base, Guará, São Vicente de Paulo, Apoio e da Criança, foram feitos 12.776 partos cesáreos ao longo do ano.

 

Histórico

 

Em 29 de junho, a Secretaria de Saúde suspendeu todos os tipos de cirurgias eletivas para concentrar esforços no atendimento a pacientes com Covid-19. A exceção foram as cirurgias oncológicas, cardiovasculares, transplantes e judicializadas, além das cirurgias de urgência. Naquela época, os casos da doença causada pelo novo coronavírus estavam em ascensão no DF e foi preciso mobilizar vários leitos de UTI e UCI para tratar os pacientes.

 

A suspensão impactou na realização de cirurgias, uma vez que para vários procedimentos cirúrgicos faz-se necessário um leito de UTI ou UCI de retaguarda para receber o paciente operado. Na fase mais crítica da pandemia, o DF chegou a disponibilizar 715 leitos com suporte de ventilação mecânica pelo SUS a fim de atender pacientes com a Covid-19. Desse total, 527 eram de UTI e 188 de UCI.

 

Nos meses de junho, julho e agosto, em que houve os maiores registros de casos de Covid-19 no DF, o número de cirurgias foi menor quando comparado com os meses anteriores. Em maio, a produção cirúrgica foi de 5.595 procedimentos, em junho reduziu para 5.022, no mês seguinte 4.466 e, em agosto, houve uma ligeira alta com 4.525. Em dezembro, foram 5.323 cirurgias realizadas.

 

Retomada de todos os procedimentos

 

Desde o dia 1º de fevereiro, a Secretaria de Saúde retomou todos os tipos de cirurgias eletivas. Antes disso, os hospitais públicos organizaram mutirões para reduzir o tempo de espera dos pacientes por cirurgias. O Hospital Regional de Ceilândia fechou o mês de janeiro com 185 cirurgias ortopédicas realizadas, um aumento de 24% comparado com 2020, quando foram feitos 149 procedimentos.

 

Um mês antes, o Hospital da Região Leste, no Paranoá, conseguiu aumentar em 75% sua produção de cirurgias eletivas. Em dezembro de 2020, foram realizados 163 procedimentos desse tipo, ante 93 no mesmo mês de 2019. Já comparado com o mesmo mês no ano de 2018, quando foram feitas 98 cirurgias, o aumento é de 66%.