Governo do Distrito Federal
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25/05/18 às 8h11 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

DF apresenta redução de recipientes com larvas de Aedes aegypti

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Reservatórios de água são ambiente ideal para o mosquito. Foto: Agência Saúde

 

A exposição do Distrito Federal ao mosquito causador da dengue, chikungunya, zika e febre amarela caiu nos últimos três meses.

 

O último Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), publicado trimestralmente pela Secretaria de Saúde, aponta Índice de Infestação Predial de 0,77% em maio, bem abaixo dos 2,05% registrados em fevereiro.

 

“Isso é resultado de um grande esforço da Secretaria de Saúde em parceria com a Secretaria de Cidades, Novacap e SLU para retirada de lixo, materiais descartáveis e outros inservíveis nas residências, os quais deixavam os terrenos suscetíveis. Nesse processo, foram retiradas 500 toneladas de entulho, nos últimos três meses”, explica o diretor de Vigilância Ambiental, Rafael Almeida.

 

No levantamento divulgado nesta quinta-feira (24), em 21 das 31 regiões administrativas o índice de infestação predial foi satisfatório, com destaque para Águas Claras, Estrutural e Sudoeste/Octogonal, que apresentaram índice 0.

 

Outras nove apareceram como alerta e apenas um, Lago Norte, com índice alto (5,6%), o que representa risco de surto.

 

Vale lembrar, porém, que o levantamento é feito por amostragem e os cuidados para eliminar os focos do mosquito devem ser para todas as regiões.

 

Assim como no relatório de fevereiro, a localização de larvas do vetor ocorreu, predominantemente, em depósitos ao nível do solo, utilizados para armazenamento doméstico, cisternas e captação de água. Isso revela,  segundo o relatório, que a reserva de água continua sendo feita de maneira inadequada em alguns domicílios.

 

Dessa forma, a melhor maneira de diminuir a infestação de Aedes aegypti é eliminar todo e qualquer recipiente que possa servir de criadouro para o mosquito.

 

“Quando se elimina o criadouro, deixam de existir os requisitos para o desenvolvimento do ciclo de vida. Caso os possíveis recipientes identificados como criadouros não possam ser eliminados, o morador deve protegê-los e/ou higienizá-los semanalmente. O objetivo é evitar que qualquer material esteja disponível para acumular água e se tornar um criadouro”, orienta o relatório.

 

LEVANTAMENTO – O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas do mosquito.

 

Os resultados obtidos permitem à população ter conhecimento de quais tipos de depósitos que representam maior probabilidade de servirem como criadouros para o mosquito.

 

O LIRAa é, também, uma importante fonte de informação para a mobilização social, uma vez que busca sensibilizar e direcionar o olhar da população para os problemas identificados na sua área, a fim de que sejam adotadas medidas de prevenção das doenças transmitidas por este vetor.

 

TEXTO: Alline Martins, da Agência Saúde