Governo do Distrito Federal
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10/02/16 às 20h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

DF fará plano para atingir meta de redução de Aids

Em 2015, 1,2 mil novos casos da doença foram diagnosticados na capital federal

BRASÍLIA (10/2/16) – Um novo plano de trabalho será elaborado pela Secretaria de Saúde para reduzir os casos de AIDS/HIV no Distrito Federal. A discussão foi levantada nesta quarta-feira (10), após reunião que marca o início dos trabalhos para cumprimento das metas pactuadas na Declaração de Paris, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), assinada pelo Governo de Brasília em dezembro de 2015.

O documento, aderido por diversos países e, no Brasil, por 21 cidades, prevê o alcance das metas 90-90-90 do Unaids, que significa diagnosticar pelo menos 90% das pessoas que vivem com a doença; 90% delas recebendo tratamento antirretroviral; e 90% de quem está em tratamento antirretroviral com carga viral indetectável, ou seja, com menor risco de transmissão do HIV para outras pessoas.

“As pessoas sabem que o tratamento existe e, por isso, estão menos preocupadas com a transmissão do vírus. Mas a Aids ainda mata a longo prazo, e a doença não tem cura. Por isso, é importante fazer um forte trabalho de enfrentamento à doença”, alertou a diretora da Unaids, Geogiana Braga-Orillard. “Nós vamos oferecer o apoio necessário para fazer esse trabalho. Essa é uma questão grave e precisamos unir esforços”, respondeu o secretário de Saúde, Fábio Gondim.

AÇÕES – No plano que será elaborado, uma das primeiras ações que deverá ser tomada pela Secretaria de Saúde será a indicação de servidores para serem capacitados pelo Ministério da Saúde para acessar os bancos de dados que fornecerão as informações necessárias para medir os índices 90-90-90.

“Hoje, 27 dias após a infecção, os testes já identificam que a pessoa está com a doença. Uma pessoa que inicia o tratamento de forma mais rápida, leva mais tempo para desenvolver a doença, por isso, temos que ampliar a testagem para toda a rede”, complementou o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), da Secretaria de Saúde, Sérgio Dávila.

DADOS – No mundo inteiro, estima-se que cerca de 36,9 milhões de pessoas tenham a doença, mas 17 milhões não sabem. Em um recorte no Brasil, o número estimado é de 56 mil pessoas e, no Distrito Federal, cerca de 10 mil, sendo que só em 2015 foram diagnosticados 1,2 mil novos casos.