Governo do Distrito Federal
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13/01/17 às 11h00 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

DF inicia 2017 com diversas ações de combate à dengue

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São 830 agentes, 40 veículos de fumacê e 5 mil armadilhas

BRASÍLIA (13/1/17) – O Distrito Federal iniciou o ano de 2017 com uma série de medidas para combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes Aegypti. A Secretaria de Saúde conta com 830 agentes de vigilância ambiental em campo para fazer as inspeções em todas as regiões administrativas, sendo que seis equipes farão o trabalho de educação em saúde nas escolas e outras duas ficarão de plantão diariamente para atender chamados da população.

A pasta também possui 40 veículos equipados para aplicar fumacê. Já os inseticidas estão com estoques abastecidos pelo Ministério da Saúde. O DF possui, ainda, mais de 5 mil armadilhas para captura de mosquitos e coleta de larvas, montadas em pontos estratégicos para identificar a presença do vetor, bem como entender seu comportamento e deslocamento.

“A Secretaria de Saúde está preparada tanto com o conhecimento técnico, quanto com aparelhamento para fazer todas as intervenções necessárias em tempo hábil”, destacou o diretor de Vigilância Ambiental da Subsecretaria de Vigilância à Sanitária (SVS), Divino Valero Martins.

Segundo ele, a SVS também realiza a capacitação de bombeiros e de militares do Exército para que, em caso de necessidade, essas forças estejam preparadas para intensificar as ações.

As equipes farão, ainda, o acompanhamento de indicadores como Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Lira), gerado após pesquisa de campo para medir o nível de infestação. “Toda as vezes que os índices superarem 3,9% será utilizado o fumacê no tratamento focal, conforme preconização do Ministério da Saúde”, explicou.

No DF, há aproximadamente 1 milhão de imóveis. Quando não houver necessidade do uso do fumacê, será feito manejo ambiental, inspeções e conscientização. “Orientar a população e, principalmente as crianças, é importante porque estaremos aumentando o contingente de pessoas empenhadas em contribuir com o combate do vetor”, ressaltou Divino.

AÇÕES 2016 – No ano passado, quando houve epidemia de dengue, o DF reforçou o combate ao mosquito com diversas medidas. Além do monitoramento, tratamento e ações de educação em saúde, foram usados 400 alevinos de lambari de cauda amarela – doados pela Secretaria de Agricultura e pela Emater – que foram distribuídos em diversos pontos do DF.

Também foram usados 600 litros de larvicida biológico (Bacillus Thuringiensis israelenses), que é extraído da natureza e, quando absorvido pela larva do mosquito, a leva à morte.

Para realizar o atendimento das pessoas com suspeita de dengue, a Secretaria de Saúde também montou tendas denominadas Unidades de Atenção à Dengue, que contavam com profissionais de saúde, medicamento e leitos de observação.

AJUDE A COMBATER A DENGUE – A população pode ajudar a eliminar o Aedes Aegypti. Em caso de identificação de focos, os moradores podem acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160 para que as equipes intensifiquem o trabalho no local.

Além disso, é necessário fazer vistorias em casa: manter caixas, tonéis e barris de água com tampa; fechar bem os sacos plásticos com lixo; manter garrafas de vidro ou plástico sempre com a boca para baixo e encher os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda. Também é preciso limpar as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água.

BALANÇO – O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES) registrou, ao longo de 2016, 24.019 casos suspeitos de dengue, dos quais 21.529 (90%) são residentes do Distrito Federal e 2.490 (10%) de outras Unidades Federativas (UF's).

Segundo o relatório, as regiões administrativas de Brazlândia, Ceilândia, São Sebastião, Taguatinga, Planaltina e Samambaia são as que apresentam maior número de casos, respondendo por 9.932 casos, um percentual de 56% dos casos ocorridos.