Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
21/12/16 às 15h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

DF realiza testes finais da vacina contra a dengue

COMPARTILHAR

Acompanhamento dos voluntários ocorrerá por um período de cinco anos

BRASÍLIA (21/12/16) – O Distrito Federal sediou, nesta quarta-feira (21), o lançamento da terceira e última fase de testes da vacina contra a dengue, em produção pelo Instituto Butantan. Participarão desta etapa da pesquisa 1,2 mil moradores de São Sebastião, que receberão, na Unidade Mista da região administrativa, a dose do medicamento, e serão acompanhados por um período de cinco anos.

“Esperamos que essa vacina venha rapidamente para o mercado e destacamos que o DF tem feito todas as fases de controle do vetor. Estamos fazendo o controle ambiental, a conscientização da população, o controle químico, campanhas para que haja informação em relação a isso e acreditamos que a vacinação será um avanço muito grande”, destacou o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, durante a vacinação dos primeiros voluntários.

A pesquisa clínica é realizada em três fases. A primeira delas é relacionada à segurança; na segunda, testa-se a segurança e a resposta do organismo do voluntário. Na fase três, e final, os pesquisadores querem saber se a vacina realmente protege contra a doença. No total, R$ 100 milhões foram investidos pelo Ministério da Saúde para o desenvolvimento deste estudo.

“Nesta vacina temos os quatro tipos de vírus da dengue atenuados, por engenharia genética, ou seja, eles são enfraquecidos para não causar doença na pessoa. A ideia é que essa vacina estimule a pessoa a responder, para que quando ela tiver contato com o vírus selvagem ela fique imune”, explicou o vice-diretor do Instituto Butantan, Marcelo de Franco.

Ainda nesta fase, 2/3 dos voluntários receberão a dose da vacina e 1/3 receberá placebo, que é composto por uma substância com as mesmas características da vacina, porém, sem o vírus. A meta dos especialistas é saber, com esta técnica, se quem tomou a vacina ficou imunizado e quem não recebeu a vacina contraiu a patologia. De acordo com o pesquisador Gustavo Romero, da Universidade de Brasília, todos os testes seguem rigorosos padrões se segurança.

“Nas primeiras fases de teste a vacina se mostrou bastante segura e, claro, as informações sobre segurança vão se aprimorando ao longo do tempo. As pessoas podem ficar tranquilas, porque temos aqui equipes bem qualificadas”, frisou.

Participarão deste estudo pessoas com idades entre 2 e 59 anos. Após a comprovação da eficácia, a vacina precisará passar por aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A expectativa é que em 2018 o produto já esteja disponível. Em todo o Brasil há 14 centros de pesquisa desta vacina.

Veja as fotos aqui