Governo do Distrito Federal
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9/11/19 às 15h52 - Atualizado em 11/11/19 às 9h25

DF intensifica ações contra o Aedes

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Plano Todos contra a Dengue no DF foi apresentado em Planaltina

 

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou o combate ao Aedes aegypti. Neste sábado (9), lançou em Planaltina o programa Todos contra a dengue no DF. O objetivo é adotar uma série de medidas para reduzir os casos das doenças transmitidas pelo mosquito, principalmente com a chegada do período chuvoso.

 

“O plano de ação começa agora. Vai juntar todas as secretarias, Bombeiros, equipes da Saúde. Compramos todo os insumos necessários. Estamos prontos para atender a comunidade caso tenham emergências com a dengue”, declarou o governador Ibaneis Rocha, ao lançar o programa.

 

As primeiras ações em Planaltina incluíram mais de 200 agentes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, 60 veículos, duas motos espalhando fumacê pelas casas e o suporte de 400 soldados do Corpo de Bombeiros. A iniciativa se estenderá por todo o Distrito Federal.

 

No evento, a secretaria-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio, reforçou que o DF está preparado para enfrentar a dengue. “Além de termos os insumos necessários, há unidades básicas de saúde com horário ampliado, as UPAs estão com profissionais e os hospitais preparados para dar a assistência que a população necessita. Só vamos vencer a dengue se todos estiverem unidos”, afirmou.

 

SERVIÇOS – O lançamento do plano contou ainda com diversos serviços prestados à população de Planaltina. Próximo à feira permanente, duas tendas montadas pela Secretaria de Saúde reuniram profissionais para informar as pessoas sobre o combate ao mosquito.

 

Também foram oferecidos testes rápidos para hepatites B e C, HIV e Sífilis; verificação de pressão arterial, glicemia e bioimpedância; orientações nutricionais; serviços de ouvidoria para a comunidade; práticas integrativas em saúde (PIS), como massagem e Tai Chi Chuan; e exposição de plantas medicinais como a citronela, com propriedades capazes de afastar o Aedes aegypti do ambiente.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

Um dos beneficiados pela verificação de pressão foi o torneiro mecânico Marcos Abadia (53), que elogiou os serviços. “Acho muito importante essas ações. Para mim, que tem hipertensos na família, é sempre bom verificar”, comentou. 

 

Além disso, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Planaltina abriu um espaço para conversar com a população sobre prevenção ao suicídio.

 

MEDIDAS – Muito tem sido feito pelo GDF no combate ao mosquito. Nos primeiros nove meses do ano, 834.449 imóveis foram inspecionados – quase 92 mil a mais que no mesmo período do ano passado. O uso de fumacê também foi intensificado em 2019: foram 989.526 aplicações do insumo, contra 62.855 ano passado; e 39.528 aplicações de UBV costal, contra 19.625, em 2018. Além disso, foram instaladas 1.354 armadilhas. É importante destacar que o DF está abastecido com o inseticida, garantindo a segurança da população.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

Também foi investido na capacitação de servidores da Vigilância Ambiental. Até agora, foram sete turmas capacitadas, totalizando 280 pessoas. Nas duas últimas semanas de novembro, outros 60 profissionais serão treinados, de acordo com a Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS).

 

Nesta primeira quinzena de novembro, está sendo finalizado o quarto e último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) deste ano. Com os dados, será possível traçar novas estratégias regionais, aumentando a efetividade das ações.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

“O governo deu um passo importante para demonstrar o seu comprometimento no combate ao mosquito. Mas é imperativo que a população colabore, porque essa é uma guerra de todos”, destacou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

 

ATENÇÃO PRIMÁRIA – A capacitação também tem sido frente de trabalho na Atenção Primária, importante aliada nas notificações e tratamento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes, como a dengue. Os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) estão sendo preparados para atuar em cenários de prática de investigação epidemiológica, visando ao aprimoramento das ações de vigilância, prevenção e controle de arboviroses.

 

Essas atividades já foram realizadas em quatro Superintendências Regionais de Saúde: Centro-Sul, Oeste, Leste e Sul. Desde o mês de julho, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde tem mobilizado as regiões e sensibilizado os profissionais para a intensificação da capacidade de resposta e enfrentamento das arboviroses.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

MANEJO – A prevenção e o controle das doenças também contam com manejo ambiental. A atividade consiste, dentre outras coisas, em retirar dos ambientes residenciais, comerciais e áreas públicas os materiais inservíveis antes que virem criadouros do mosquito.

 

A execução é intersetorial, pactuada com órgãos do GDF como a Secretaria das Cidades, SLU, DF Legal, Corpo de Bombeiros Militar e, em especial, as Administrações Regionais. No geral, elas ajudam na localização dos inservíveis e fornecem apoio logístico – incremento de mão de obra e veículos – para remoção de material. A execução dessa pactuação é realizada de forma descentralizada pelos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval).

 

Entre janeiro e setembro deste ano, os trabalhos foram intensificados em Santa Maria, Vila Planalto, Granja do Torto, Varjão, São Sebastião, Sobradinho, Taguatinga, Paranoá e Ceilândia. Em Taguatinga, por exemplo, foram 129 notificações de imóveis. Em Ceilândia, 75 ações de manejo, 124 casas abandonadas inspecionadas e três casas de acumuladores tratadas.

 

ENFRENTAMENTO – No final de outubro, a Secretaria de Saúde apresentou o Plano Todos contra a Dengue no DF (2020/2023). Ele foi elaborado em concordância com as áreas técnicas e a Sala Distrital, com objetivo de reduzir o número de óbitos provocados pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além disso, o plano pretende aumentar a efetividade das ações e diminuir o tempo de resposta no combate ao mosquito, minimizando as dificuldades decorrentes da sazonalidade e os riscos de epidemia.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde