Governo do Distrito Federal
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12/04/21 às 17h27 - Atualizado em 20/04/21 às 17h58

DF já imunizou mais de 100 mil pessoas com a segunda dose de vacina contra a Covid

Estudos apontam que o ciclo da imunização só se completa com o recebimento da segundo dose (D2)

 

GUILHERME PEREIRA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Pouco mais de dois meses após iniciar a campanha de vacinação contra a Covid-19, o Distrito Federal atingiu a marca de 100.248 vacinados com a segunda dose (D2) da vacina. De acordo com o Vacinômetro da Secretaria de Saúde, a marca foi atingida no último domingo (11).

 

Estudos indicam que somente após a aplicação da segunda dose, o ciclo de imunização é finalizado e a eficácia global da vacina está assegurada. No caso da vacina Covishield (Oxford/Astrazeneca), a eficácia global é de 76%, já para a CoronaVac (Instituto Butantan), a eficácia global é de 50,38%, podendo prevenir em até 78% os casos de internação hospitalar.

 

Para a infectologista da rede de saúde, Joana d’Arc Gonçalves, o marco na vacinação do DF é um bom motivo para se comemorar, mas a médica reforça que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Essa é uma marca interessante. Ainda não é o suficiente, porque a gente precisa de uma imunidade de rebanho, mas demonstra uma disposição da população em se vacinar e um esforço da própria rede em manter e ampliar a vacinação”, afirma a infectologista.

 

DF atinge a marca de 100 mil vacinados com a segunda dose – Foto: Breno Esaki / Agência Saúde DF

Para os vacinados com a CoronaVac, o prazo para receber a segunda dose varia entre 14 e 28 dias. Já os que receberam a vacina Covishield devem retornar à unidade de saúde em até três meses após a administração da primeira dose. Atualmente, estão sendo vacinados os idosos acima de 66 anos, os profissionais de saúde de consultórios, clínicas, laboratórios, farmácias, funerárias e do Instituto Médico Legal (IML). Membros das forças de segurança começaram a ser vacinados na semana passada e continuam nesta semana.

 

“Mesmo as pessoas vacinadas têm de manter alguns cuidados para não servirem como vetor da doença. Porque, mesmo imunizado, em algumas circunstâncias, se pode ir a algum ambiente e acabar sendo infectado pelo vírus. E aí o seu organismo pode até resolver e você não desenvolver a doença, mas você pode transmitir mesmo estando vacinado. Então até as pessoas vacinadas devem manter o mesmo cuidado”, completa Joana D’Arc.

 

Foto: Breno Esaki / Agência Saúde DF

 

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